A Libras como ponte de relações: interação entre um ouvinte e um surdo na vivência acadêmica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1984-7939.2026.v11.54533

Palavras-chave:

Libras, Educação inclusiva, Ensino superior, Amizade, Surdos

Resumo

O presente artigo, de natureza teórico-reflexiva, propõe discutir a importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na construção de relações de amizade entre estudantes surdos e ouvintes no ensino superior. A problemática tem se intensificado, evidenciando a língua como ponte nas interações universitárias, espaço de convivência, troca social e fortalecimento de vínculos. O estudo objetiva analisar, por meio do relato de um ouvinte, a relação entre Libras, inclusão e interações interpessoais, situando a universidade no âmbito da educação inclusiva e dialogando com debates da comunidade surda. Destaca-se a língua como marcador de pertencimento, considerando que Libras e português são línguas reconhecidas no país como meios de comunicação. A fundamentação teórica apoia-se em autores como Lodi, Quadros, Skliar e Strobel. Adota-se metodologia qualitativa e descritiva, orientada por Moita Lopes e Minayo. O texto evidencia a amizade entre surdos e ouvintes como elemento central para inclusão, pertencimento e permanência. Observa-se que a língua ultrapassa sua função instrumental, constituindo-se como meio de socialização e produção de conhecimento, apesar dos desafios na aprendizagem em português e sua mediação em Libras. Conclui-se que o fortalecimento da Libras no cotidiano universitário favorece relações mais equitativas e respeitosas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jônatas Santos Galdino, Universidade Estadual do Paraná

Graduação em Andamento em Pedagogia pela Universidade Estadual do Paraná, Brasil.

Dinair Iolanada da Silva Natal, Universidade Estadual do Paraná

Doutorado em Teoria Literária pelo Centro Universitário Campos de Andrade, Uniandrade. Professora e Tradutora Intérprete de Libras da Universidade Estadual do Paraná, UNESPAR - Campus Paranaguá. Professora Bilíngue na Secretaria Municipal de Educação de Ensino Integral - SEMED e do Centro Educacional Municipal de Referência ao transtorno do Espectro Autista – CMAE - Prefeitura de Paranaguá - PR, Brasil.

Referências

BRASIL. Câmara dos Deputados. Lei 13.146 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília: Presidência da República, 2015. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2015/lei-13146-6-julho-2015-781174-normaatualizada-pl.pdf Acesso em: 23 abr. 2026.

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Brasília: Presidência da República, 2005. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm. Acesso em: 23 abr. 2026.

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2002. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm. Acesso em: 23 abr. 2026.

LEMOS, Elsa Ferreira Silva Coelho de; CHAGURI, Jonathas de Paula. Como os(as) alunos(as) ouvintes do ensino médio integral podem vivenciar a língua brasileira de sinas (LIBRAS)? Revista Linguagem, Educação e Sociedade, Teresina, v. 27, n. 54, p. 199-223, 2023. DOI: https://doi.org/10.26694/rles.v27i54.3926

LODI, Ana Claudia Balieiro. A leitura em segunda língua: práticas de linguagem constitutivas da(s) subjetividade(s) de um grupo de surdos adultos In: Educação bilíngue para surdos e inclusão escolar. Cadernos Cedes, Campinas, v. 26, n. 69, p. 185- 204, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ccedes/a/w6S3d9rzQQPkNTBXKpCz54R/?format=pdf. Acesso em: 22 maio 2026.

MASCIA, Márcia Aparecida Amado; SILVA JUNIOR, Alcebíades Nascimento. Embates de línguas e embates identitários: a constituição identitária do sujeito surdo no entremeio. Bragança Paulista: Universidade São Francisco, 2003. Disponível em: http://www.filologia.org.br/ileel/artigos/artigo_052.pdf. Acesso em: 3 abr. 2026.

MINAYO, Maria Cecília de Souza (org). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petropólis: Editora Vozes, 1999.

MOITA LOPES, Luiz Paulo da. Pesquisa interpretativista em Linguística Aplicada: a linguagem como condição e solução. Revista Delta, São Paulo, v. 1, n. 2, p. 329-338, 1994. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/delta/article/view/45412. Acesso em: 3 abr. 2026.

QUADROS, Ronice Müller de. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.

SILVA, Henrique Márcio; et al. A inclusão de estudantes com deficiência no ensino superior: revisão de literatura. Revista Vale, Três Corações, v. 10, n. 2, p. 332-342, 2012. Disponível em: http://periodicos.unincor.br/index.php/revistaunincor/article/view/722. Acesso em: 3 abr. 2026.

SKLIAR, Carlos. Os Estudos Surdos em Educação: problematizando a normalidade. In: SKLIAR, Carlos (org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.

STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: UFSC, 2008.

Publicado

24-06-2026

Como Citar

GALDINO, Jônatas Santos; NATAL, Dinair Iolanada da Silva. A Libras como ponte de relações: interação entre um ouvinte e um surdo na vivência acadêmica. Educação em Análise, Londrina, v. 11, p. 1–20, 2026. DOI: 10.5433/1984-7939.2026.v11.54533. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/educanalise/article/view/54533. Acesso em: 21 jul. 2026.

Edição

Seção

Artigos