Trabalho docente na escola pública: adoecimento e a busca por qualidade de vida em meio à precarização do trabalho
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-7939.2026.v11.54676Palavras-chave:
Trabalho docente, Saúde do trabalhador, Condições de trabalho, Qualidade de vida, Escola públicaResumo
O trabalho docente na escola pública brasileira, inserido nas determinações do capitalismo contemporâneo, tem sido marcado por processos de intensificação, flexibilização e precarização que incidem diretamente sobre as condições de trabalho e a saúde dos professores. Este estudo tem como objetivo compreender as múltiplas determinações que configuram o adoecimento docente nesse contexto, bem como refletir sobre possibilidades de enfrentamento. Fundamenta-se no referencial do materialismo histórico dialético, mobilizando contribuições de Antunes (2009, 2014) acerca das metamorfoses do trabalho, em diálogo com Lacaz (1997) e Seligmann-Silva (2011) sobre saúde do trabalhador, e com Saviani (2015) e Freitas (2005) no campo da educação. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e documental. A análise evidencia que o adoecimento docente não se reduz a fatores individuais, mas expressa as contradições inerentes à organização do trabalho sob a lógica do capital, manifestando-se na intensificação do trabalho, na ampliação dos mecanismos de controle e na desvalorização profissional, especialmente com a incorporação de novas formas de gestão escolar. Tais determinações contribuem para o adoecimento físico e mental dos professores, impactando sua atuação profissional e os processos de ensino e aprendizagem. Conclui-se que há urgência na formulação e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental, à Qualidade de Vida no Trabalho (QVT)(QVT) e à valorização da carreira docente.
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