Formação policial: um caminho para o reconhecimento do “outro”
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-7939.2026.v11.55303Palavras-chave:
Segurança Pública, Educação, Direitos Humanos, Formação, HumanizaçãoResumo
Este artigo analisa criticamente a formação do policial no contexto do Estado Democrático de Direito brasileiro, tomando como eixo central os desafios para a efetivação da Educação em Direitos Humanos (EDH) como instrumento factível para o reconhecimento do “outro” enquanto sujeito de direitos. Por meio de uma revisão bibliográfica crítica de referenciais teóricos como Durkheim (2007), Freire (1996), Soares (2024); documentos normativos e pesquisas empíricas recentes, o texto investiga a tensão fundamental entre a lógica durkheimiana e a filosofia da EDH de inspiração freiriana. A análise aponta que, apesar de um robusto arcabouço normativo, a EDH é frequentemente reduzida a um conteúdo meramente formal. Isso ocorre devido a obstáculos como a persistência de uma "cultura da guerra", a carência de qualificação pedagógica dos instrutores e o fenômeno da "visão de túnel", que limitam a aplicação prática dos princípios humanistas. Conclui-se que a superação desses desafios é uma estratégia fundamental para a redução da violência e o fortalecimento da legitimidade da instituição policial.
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