Equidade de aprendizagem em contextos de vulnerabilidade social: desafios para a formação de professores
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-7939.2026.v11.55892Palavras-chave:
Desigualdade escolar, Docência, Interseccionalidade, Política educacional, ReconhecimentoResumo
Discute-se como vulnerabilidade social, equidade de aprendizagem e formação docente se articulam na produção das desigualdades educacionais no Brasil. A partir de um estudo bibliográfico fundamentado sobretudo em Castel, Fraser e Giroux, o texto sustenta que a ampliação do acesso à escola não resolveu as diferenças nas condições reais de aprender, sobretudo entre estudantes em vulnerabilidade social, cuja fragilização das relações de trabalho e de reconhecimento social se reflete nas trajetórias escolares. Dados do INEP, IBGE e OECD evidenciam a distância entre grupos sociais e apontam a necessidade de que as políticas educacionais assumam a equidade como eixo central. Defende-se que a formação docente se constitua em perspectiva crítica, política e reflexiva, capaz de preparar o professor como intelectual transformador, atento às condições concretas de seus estudantes. Destaca-se, nesse percurso, que a própria condição docente pode ser lida pela chave da “zona de vulnerabilidade” proposta por Castel, deslocando um conceito habitualmente aplicado aos estudantes para pensar a proletarização do trabalho docente. Conclui-se que promover equidade de aprendizagem exige revisar práticas escolares e fortalecer processos formativos que valorizem o professor como agente político da educação. Ainda que centrado no Brasil, o debate dialoga com desafios semelhantes de outros países latino-americanos.
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