Práticas curriculares decoloniais em classes multisseriadas do campo: interlocuções freireanas a partir da obra Professora, sim; tia, não: cartas a quem ousa ensinar
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-7939.2026.v11.55698Palavras-chave:
Currículo, Decolonialidade, Educação do Campo, Classe multisseriada, Paulo FreireResumo
Este artigo discute as práticas curriculares decoloniais em classes multisseriadas do campo a partir da obra Professora, sim; tia, não: Cartas a quem ousa, de Paulo Freire. Objetiva analisar como os princípios éticos, políticos e pedagógicos presentes na referida obra possibilitam interlocuções com a perspectiva decolonial para compreender e ressignificar as práticas curriculares desenvolvidas nas escolas com classes multisseriadas do campo. A investigação fundamenta-se no pensamento freireano, em diálogo com os estudos decoloniais e com a produção teórica da Educação do Campo, compreendendo o currículo como um espaço de disputas, produção de saberes e afirmação de diferentes racionalidades educativas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, desenvolvida a partir da análise da obra Professora, sim; tia, não, articulada à literatura específica sobre currículo, formação docente, decolonialidade, educação do campo e classes multisseriadas. Os resultados evidenciam que a obra anuncia princípios relacionados à valorização da identidade docente, à formação permanente, ao diálogo, à problematização crítica da prática educativa e ao reconhecimento dos saberes dos povosterritórios do campo, constituindo fundamentos para práticas curriculares comprometidas com a justiça cognitiva e social. Conclui-se que o pensamento freireano permanece atual e contribui para a construção de práticas curriculares decoloniais em classes multisseriadas do campo.
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