Falar e comer: estereótipos culturais e subvalorização das vivências ancestrais no Sul de Moçambique

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1984-7939.2026.v11.55183

Palavras-chave:

Estereótipos culturais, Moçambique, Violência simbólica

Resumo

O artigo tem o objetivo de analisar como os estereótipos associados às línguas nacionais e às práticas alimentares típicas contribuem para a reprodução de hierarquias culturais e para a subvalorização das vivências ancestrais no sul de Moçambique. Parte-se da compreensão da linguagem e da alimentação como sistemas simbólicos estruturantes da identidade e da organização social. Com base em abordagem qualitativa e revisão bibliográfica crítica, o artigo dialoga com Bourdieu (1977), Lévi-Strauss (1966) e Mary Douglas (1966), articulandoos à pesquisadores moçambicanos, como Chimbutane apud Gomes (2022); Ngunga (2021); Timbane (2015, 2017) e brasileiros, Gonçalves (2004) e Tempasse (2005) que discutem língua, cultura e poder. Os resultados indicam que línguas maternas e comidas típicas são frequentemente associadas ao atraso ou baixa posição social, enquanto padrões de matriz ocidental são naturalizados como superiores. À luz da violência simbólica, demonstra-se que tais processos legitimam distinções sociais e fragilizam pertenças culturais.

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Biografia do Autor

Percina António Djamba, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba/Minas Gerais/Brasil, como parte da cooperação científica e interinstitucional com o Instituto Superior de Ciências de Saúde, de Moçambique. Docente do Instituto Superior de Ciências de Saúde. Maputo, Moçambique.

Vitória Estêvão Tovela, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba/Minas Gerais/ Brasil, como parte da cooperação científica e interinstitucional com o Instituto Superior de Ciências de Saúde, de Moçambique. Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

Marinalva Vieira Barbosa, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Professora Associada IV do Depto. de Linguística e Língua Portuguesa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Uberaba, Minas Gerais, Brasil. Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

Luciana de Almeida Silva Teixeira , Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Doutora em Medicina Tropical e Infectologia pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Professora Titular do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, atuando como Superintendente do Hospital de Clínicas e nos Programas de Pós-graduação em Medicina Tropical e Infectologia. Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

Júlio Magido Velho Muara , Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Doutor em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Professor/Pesquisador no Instituto Superior de Ciências de Saúde, e exerce as funções de Diretor Pedagógico e Diretor do curso de Mestrado em Segurança e Saúde no Trabalho. Maputo, Moçambique.

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Publicado

14-09-2026

Como Citar

DJAMBA, Percina António; TOVELA, Vitória Estêvão; BARBOSA, Marinalva Vieira; TEIXEIRA , Luciana de Almeida Silva; MUARA , Júlio Magido Velho. Falar e comer: estereótipos culturais e subvalorização das vivências ancestrais no Sul de Moçambique. Educação em Análise, Londrina, v. 11, p. 1–26, 2026. DOI: 10.5433/1984-7939.2026.v11.55183. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/educanalise/article/view/55183. Acesso em: 20 set. 2026.

Edição

Seção

Artigos