Resumo
Objetivou-se avaliar a qualidade da carne de cordeiros Texel alimentados com níveis crescentes de glicerina bruta (0, 7, 14 e 21% da matéria seca) na dieta. Trinta e dois cordeiros Texel machos não castrados foram avaliados, com peso inicial de 15,9 ± 4,1 kg, em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e oito repetições. Ao atingir o peso médio de 35 kg, os animais foram abatidos. A composição química da carne foi similar entre os tratamentos e as medias de lipídios totais e proteína bruta foram 3,47 e 20,05 g 100 g-1, respectivamente. Não houve variações nos valores de pH, marmoreio, cor e perda de água por pressão. A força de cisalhamento não variou entre os tratamentos e a textura da carne pode ser considerada macia, com valores médios de 5,48 kg-f. Houve decréscimo linear nos valores de odor em função da adição de glicerina bruta e não houve diferença significativa para sabor, maciez, suculência, e aceitação geral entre os tratamentos. Os ácidos graxos encontrados em maiores proporções na carne de cordeiros foram C18:1n-9 (1298,90 mg 100g-1), C16:0 (709,07 mg 100g-1) e C18:0 (433,30 mg 100g-1), com porcentagens de 42,72, 23,07 e 14,35%, respectivamente. Foi observada diferença significativa em função do nível de glicerina na dieta apenas para o ácido margárico (C17:0), com um efeito linear crescente, atingindo 58,95 mg100g-1 de carne para o grupo com 21% de glicerina bruta, o que corresponde a 1,77% do total ácidos graxos. O restante dos ácidos graxos não se alteraram e proporcionaram um resultado satisfatório para o ácido linoleico conjugado (CLA), somando cerca de 6,1 mg 100 g-1 de carne, correspondendo a 0,21% do total de lipídeos. O uso de glicerina na dieta de cordeiros em terminação não altera as características da carne, mantendo a qualidade do produto para consumo.
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Copyright (c) 2017 Semina: Ciências Agrárias
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