Abstract
O objetivo deste estudo foi avaliar a influencia da contagem de células somáticas (CCS) no leite e o estresse térmico sobre a produção e composição do leite de vacas de um rebanho de produção comercial em região de clima temperado, durante o período de 2008 a 2012. Os dados do dia de controle leiteiro de 161±9 vacas Holandesas, totalizando 9650 ordenhas, foram fornecidos pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa e analisados através de estatística descritiva, correlação, análise de variância e regressão. A produção média diária de leite foi de 31,78 kg/vaca, com diminuição de 29,31% quando o escore de contagem de células somáticas (ECS) foi 9 e até 11% quando o Índice de Temperatura Equivalente (ITE) foi 32 ou maior. Os teores de lactose decresceram a partir do ECS 0 até 9 e de gordura a partir de ECS 1 até 9, totalizando diminuição de 7,88 e 9,23%, respectivamente, quando o ECCS foi 9. Um efeito inverso foi observado em relação ao teor de proteína, o qual aumentou 3,6% com ECS 8, comparado com o ECS 0. A produção diária de sólidos totais iniciou perdas a partir do ECS 0 e totalizou perdas de 30,64% quando este foi 9. O aumento do ITE até 32 ou mais diminuiu a concentração de todos os componentes do leite, exceto de proteína, em valores de até 3,42% da concentração. Estes efeitos, somados a diminuição na produção diária de leite com este nível de ITE, totalizaram perdas de até 12,74% na produção de sólidos totais. Conclui-se que as perdas de produção e qualidade de leite com o aumento da CCS e ITE são significativas e podem justificar a adoção de medidas para prevenir infecções na glândula mamária e conforto de vacas leiteiras, mesmo em região de clima temperado.

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