O impacto da contaminação bacteriana do ejaculado e do diluente na qualidade das doses inseminantes de suínos
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Palavras-chave

Macho suíno
Coliformes
Contaminação do ejaculado
Mesófilos totais.

Como Citar

Goldberg, A. M. G., Cardoso, M., Bernardi, M. L., Wentz, I., & Bortolozzo, F. P. (2017). O impacto da contaminação bacteriana do ejaculado e do diluente na qualidade das doses inseminantes de suínos. Semina: Ciências Agrárias, 38(5), 3095–3104. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2017v38n5p3095

Resumo

O objetivo desse estudo foi verificar a influência do grau de contaminação bacteriana do ejaculado do macho suíno e do diluente na qualidade das doses inseminantes. O estudo foi conduzido em quatro centrais de inseminação, onde foram colhidas amostras de sêmen fresco e duas doses inseminantes produzidas a partir de cada uma das referidas amostras de sêmen. As amostras foram avaliadas quanto ao número de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) de bactérias mesófilas totais e coliformes, pH, morfologia espermática e motilidade. As amostras de diluente também foram avaliadas quanto ao número de bactérias mesófilas. Ejaculados que apresentaram grau mais elevado de contaminação bacteriana ( > 220 UFC mL-1) resultaram em doses inseminantes com maior nível de contaminação bacteriana, porém não houve redução de motilidade ou alteração de pH. Quando as doses inseminantes foram classificadas de acordo com a contaminação do diluente, um decréscimo na motilidade foi observado após 108 e 168 horas de armazenamento (P < 0,05) no grupo em que o diluente apresentava ? 14.000 UFC mL-1 se comparado com o observado no grupo cujo diluente apresentava ? 330 UFC mL-1. O pH permaneceu estável durante as 168 h de armazenamento em doses inseminantes que apresentavam diluentes com menor nível de contaminação, mas diminuiu de 7,2 para 6,0 entre 24 e 168 h de armazenamento (P < 0,05), no grupo com diluente que apresentava o maior nível de contaminação. Um número maior de acrossomas anormais (P < 0,05) foi observado após 168 h de armazenamento em doses inseminantes cujo diluente era altamente contaminado. A produção de doses inseminantes com baixa contaminação bacteriana e alta viabilidade de células espermáticas só é possível com um estrito controle de higiene durante o processamento do sêmen, principalmente no que se refere ao diluente, combinado com uma contaminação mínima durante a coleta do sêmen.
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2017v38n5p3095
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