Qualidade do leite cru produzido na região do agreste de Pernambuco, Brasil

Autores

  • Marcos Rodrigues de Mattos Universidade Estadual de Londrina
  • Vanerli Beloti Universidade Estadual de Londrina
  • Ronaldo Tamanini Universidade Estadual de Londrina
  • Douglas Furtado Magnani Universidade Estadual de Londrina
  • Luis Augusto Nero Universidade Federal de Viçosa
  • Márcia de Aguiar Ferreira Barros Universidade de Brasília
  • Edleide Maria Freitas Pires Universidade Federal de Pernambuco
  • Benoit Pascal Dominique Paquereau Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2010v31n1p173

Palavras-chave:

Qualidade do leite, Microbiologia do leite, Físico-química do leite, Leite de Pernambuco

Resumo

A qualidade do leite é um dos maiores problemas da cadeia do leite no Brasil, interferindo negativamente na produção e rendimento de derivados. No Estado de Pernambuco, não é diferente. Sendo o segundo maior produtor do Nordeste, Pernambuco tem sua maior produção de leite localizada na Região Agreste do estado, que fica entre a Zona da Mata e o Sertão. A produção de leite no Agreste, cresceu 23% nos últimos dois anos, chegando a 980 mil litros/dia. Com o objetivo de avaliar a qualidade microbiológica e físico-química do leite cru produzido nesta região, foram coletadas amostras em 53 propriedades rurais, nos municípios de Saloa, Águas Belas, São Bento do Una e Bom Conselho. Enumeraram-se aeróbios mesófilos, coliformes totais, Escherichia coli e estafilococos em placas de Petrifilm™ especificas (3M do Brasil Ltda.). A detecção de Listeria monocytogenes e Salmonella ssp foi realizada utilizando o sistema VIDAS (BioMeriex®). Organofosforados e carbamatos foram pesquisados pela técnica de Cromatografia em Camada Delgada. O teor de gordura, sólidos totais, sólidos não gordurosos, densidade, proteína e lactose foram obtidos por espectroscopia de em analisador ultra-sônico (US). Realizou-se ainda crioscopia, California Mastite Teste (CMT), peroxidase, acidez Dornic e Ring-test para monitoramento da presença de Brucelose nas propriedades. Nas análises microbiológicas, as amostras apresentaram altas contagens de microrganismos aeróbios mesófilos, coliformes totais, Escherichia coli, psicrotróficos e estafilococos coagulase positiva. A média de aeróbios mesófilos foi de 1,68% X 107, sendo 83% acima de 106.  Listeria monocytogenes e Salmonella sp não foram detectadas, 47% das amostras foram positivas para carbamatos, organofosforados ou ambos. No CMT 67,9% das amostras foram positivas, e no Ring test 26,4% das propriedades foram positivas. Assim, apenas 2 (3,77%) das amostras estariam dentro dos padrões estabelecidos pela IN 51.

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Biografia do Autor

Marcos Rodrigues de Mattos, Universidade Estadual de Londrina

Programa de Pós Graduação em Ciência Animal (Sanidade Animal) da Universidade Estadual de Londrina, Londrina PR.

Vanerli Beloti, Universidade Estadual de Londrina

Docente do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, UEL- Universidade Estadual de Londrina. CP: 6001, CEP: 86051-990, Londrina, PR, Brasil.

Ronaldo Tamanini, Universidade Estadual de Londrina

Programa de Pós Graduação em Ciência Animal (Sanidade Animal) da Universidade Estadual de Londrina, Londrina PR.

Douglas Furtado Magnani, Universidade Estadual de Londrina

Médico Veterinário Residente do Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal, DMVP, CCA, UEL, Londrina PR.

Luis Augusto Nero, Universidade Federal de Viçosa

Docente do Departamento de Veterinária da Universidade Federal de Viçosa, UFV, Viçosa, MG.

Márcia de Aguiar Ferreira Barros, Universidade de Brasília

Docente da Faculdade de Agronomia e Veterinária Universidade de Brasília UnB, Brasília.

Edleide Maria Freitas Pires, Universidade Federal de Pernambuco

Docente da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE.

Benoit Pascal Dominique Paquereau, Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco

Gerente de Inovação do APL Pecuária Leiteira da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco, Recife, PE.

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Publicado

2010-04-30

Como Citar

Mattos, M. R. de, Beloti, V., Tamanini, R., Magnani, D. F., Nero, L. A., Barros, M. de A. F., Pires, E. M. F., & Paquereau, B. P. D. (2010). Qualidade do leite cru produzido na região do agreste de Pernambuco, Brasil. Semina: Ciências Agrárias, 31(1), 173–182. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2010v31n1p173

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