Escrevivência como metodología de resistencia: narrativas negras y la producción de memoria contrahegemónica

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5433/2176-6665.2025v30e53393

Palabras clave:

escrevivência, memoria, mujeres negras , epistemología, narrativas insurgentes

Resumen

Este artículo propone una reflexión crítica sobre la escrevivência como herramienta teórico-metodológica, epistémica y política para la producción de memoria contrahegemónica, a partir de la crítica a la ciencia moderna y de la valorización de epistemologías corporizadas y situadas. La escrevivência, comprendida a partir de Conceição Evaristo, es adoptada aquí como herramienta metodológica y epistémica que permite reinscribir la experiencia negra femenina en la producción de conocimiento. Articulando autoras como Sueli Carneiro, Grada Kilomba, Patricia Hill Collins y bell hooks, se argumenta que la escritura de sí, anclada en la experiencia, constituye un gesto de resistencia y denuncia contra el epistemicidio, además de un modo de reconfigurar la memoria colectiva y afirmar saberes situados. Se concluye que la escrevivência, al romper con la neutralidad de la ciencia hegemónica, amplía las posibilidades de la investigación cualitativa comprometida con la justicia epistémica y con la valorización de la voz de las mujeres negras.

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Biografía del autor/a

Marília do Amparo Alves Gomes, Universidad Estatal del Suroeste de Bahía

Doctora en Memoria, Lenguaje y Sociedad por la Universidad Estatal del Sudoeste de Bahía (2024). Analista Universitaria en la Prorrectoría de Acciones Afirmativas, Permanencia y Asistencia Estudiantil de la Universidad Estatal del Sudoeste de Bahía.

Tânia Rocha de Andrade Cunha, Universidad Estatal del Sudoeste de Bahía

Doctora en Ciencias Sociales por la Pontificia Universidad Católica de São Paulo (2004). Profesora del Programa de Posgrado en Memoria, Lenguaje y Sociedad de la Universidad Estatal del Sudoeste de Bahía.

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Publicado

2025-12-20

Cómo citar

GOMES, Marília do Amparo Alves; CUNHA, Tânia Rocha de Andrade. Escrevivência como metodología de resistencia: narrativas negras y la producción de memoria contrahegemónica. Mediações - Revista de Ciências Sociais, Londrina, v. 30, p. e53393, 2025. DOI: 10.5433/2176-6665.2025v30e53393. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/view/53393. Acesso em: 14 ene. 2026.

Número

Sección

Dossier Presentación – África Global y Diásporas Africanas: nuevas perspectivas para trabajar con 'pertenencias, identidades y prácticas culturales' (2025-3)

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