Arquiteturas do medo: atmosfera e Stimmung no cinema de horror
Palavras-chave:
horror, atmosfera, stimmung, estética, estudos de cinemaResumo
Este artigo investiga o papel das categorias de atmosfera e Stimmung na construção da experiência horrífica no cinema. Parte-se de uma abordagem conceitual que distingue a atmosfera como qualidade difusa do espaço fílmico e a Stimmung como disposição existencial que sintoniza audiência e obra. O horror é compreendido, assim, como um gênero estético que depende da produção de climas de medo e repulsa. A análise combina uma cartografia conceitual com o exame de cenas de filmes históricos e contemporâneos, evidenciando como recursos materiais – luz, cor, som, montagem e cenários – são mobilizados para produzir experiências imateriais. Argumenta-se que o horror opera fundamentalmente por meio da construção de atmosferas capazes de envolver sensorialmente o espectador. Conclui-se que a eficácia do gênero reside na capacidade de converter elementos formais em disposições afetivas, tornando a experiência do medo não apenas visível, mas sobretudo sensível.
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