Presentación del Dossier - Reflexiones sobre los usos de la interseccionalidad en América Latina: Articulando perspectivas decoloniales

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5433/2176-6665.2025v30e52419

Palabras clave:

Interseccionalidad, Decolonialidad, Raza, género y clase, América Latina

Resumen

La interseccionalidad, como categoría analítica, se ha expandido más allá de los movimientos sociales, alcanzando el ámbito académico, las políticas públicas y el poder judicial. Considerando que el concepto de interseccionalidad está en construcción, es importante acercar el debate a la academia y, en particular, a las ciencias sociales. Asumimos que la perspectiva interseccional tiene un origen multilocalizado y simultáneo, entre autoras y activistas latinoamericanas y norteamericanas. En el contexto latinoamericano, el análisis debe considerar necesariamente las categorías de raza, género, etnia y clase, pero no como marcadores sociales universales, sino como sistemas de opresión impuestos por el proceso colonial. A partir de estas discusiones, debatimos la categoría analítica de la interseccionalidad desde el feminismo decolonial, entendiéndola como una propuesta crítica de unión entre las luchas por el reconocimiento y la redistribución en la búsqueda de una justicia social significada dentro de un contexto social específico.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Marilis Lemos de Almeida , Universidad Federal de Pelotas

Doctora en Política Científica y Tecnológica por la Universidad Estatal de Campinas (2003). Profesora del Programa de Posgrado en Sociología de la Universidad Federal de Pelotas (UFPEL).

Marcella Beraldo de Oliveira, Universidad Federal del Estado del Rio de Janeiro

Doctora en Ciencias Sociales por la Universidad Estatal de Campinas (2010). Profesora del Departamento de Ciencias Sociales de la Universidad Federal del Estado de Río de Janeiro.

Citas

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. Tradução Júlia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

AKOTIRENE, Carla. O que é interseccionalidade? Belo Horizonte: Letramento/Justificando, 2018. AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro/Pólen, 2019.

ALMEIDA, Marilis L.; SPOLLE, Marcus V.; BERALDO de OLIVEIRA, Marcella; MELLO, Luciana. Interseccionalidades: experiências, olhares, reflexões e engajamento. Revista Novos Rumos Sociológicos, v. 10, n. 18, p. 5-20, ago./dez. 2022.

ALVES DOMBKOWITSCH, Luciana; COSTA, César Augusto. Interseccionalidade, uma categoria Amefricana e decolonial: de Lélia Gonzalez a Patricia Hill Collins. Revista Razão e Fé, v. 23, n. 2, p. 76-86, 2021.

ARRUZZA, Cinzia; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%: um manifesto Trad. de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2019

BALLESTRIN, Luciana. América latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, v. 11, p. 89-117, 2013.

BHABHA, Homi K. O local da cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.

BILGE, Sirma. Interseccionalidade desfeita: salvando a interseccionalidade dos estudos feministas sobre interseccionalidade. Revista Feminismos, v. 18, n. 3, p. 67-82, set./dez. 2018.

BIROLI, Flávia; MIGUEL, Luis Felipe. Gênero, raça, classe: opressões cruzadas e convergências na reprodução das desigualdades. Mediações: Revista de Ciências Sociais, Londrina, v. 20, n. 2, p. 27-55, 2015.

BORGES, Antonádia et al. Pós-Antropologia: as críticas de Archie Mafeje ao conceito de alteridade e sua proposta de uma ontologia combativa. Sociedade e Estado, v. 30, n. 2, p. 347-369, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-699220150002000005.

BRAH, Avtar. Diferença, diversidade, diferenciação. Cadernos Pagu, n. 26, p. 329-376, jan./jun. 2006.

CALED, Danielle; BEYSSAC, Pedro; XEXÉO, Geraldo; ZIMBRÃO, Geraldo. Buzzword detection in the scientific scenario. Pattern Recognition Letters, v. 69, p. 42-48, 2016.

CARBY, Hazel V. Mujeres blancas, escuchad! El feminismo negro y los limites da hermandad femenina. In: TRUTH, Sojourner et al. Feminismos negros: una antología. Mercedes Jabardos y Traficantes de Sueños, 2012. p. 209-244.

CARNEIRO, Sueli. Mulheres em Movimento. Estudos Avançados, v. 17, n. 49, p. 117-132, 2003.

CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. Artigos NEABI, 2020. Disponível em: https://www.patriciamagno.com.br/wp-content/uploads/2021/04/CARNEIRO-2013-Enegrecero-feminismo.pdf. Acesso em: 04 mar. 2025.

COLLINS, Patricia Hill. Se perdeu na tradução?. Revista Parágrafo, v. 5, n. 1, p. 6-17, jan./jun. 2017. COLLINS, Patricia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo, 2021.

CRC (The Combahee River Collective). Site Memória. 1977. Disponível em: https://combaheerivercollective.weebly.com/history.html. Acesso em: 04 mar. 2025.

CRC (The Combahee River Collective). A Black Feminist Statement. Women's Studies Quarterly, v. 42, n. 3-4, p. 271-280, 2014. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/24365010. Acesso em:15 mar. 2025.

CRENSHAW, Kimberlé. Demarginalizing the intersection of race and sex: a black feminist critique of antidiscrimination doctrine, feminist theory and antiracist politics. University of Chicago Legal Forum, v. 1989, n. 1.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Estudos Feministas, ano 10, p. 171-188, 2002.

CURIEL, Ochy. Construindo metodologias feministas a partir do feminismo decolonial. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020. p. 123-145.

DAVIS, Angela. As mulheres negras na construção de uma nova utopia. Cadernos do CEAS, n. 210, mar./abr. 2004. Disponível em: https://www.geledes.org.br/as-mulheres-negras-naconstrucao-de-uma-nova-utopia-angela-davis/. Acesso em: 15 abr. 2025.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.

DUSSEL, Enrique. A Filosofia da Libertação frente aos estudos pós-coloniais, subalternos e a pós-modernidade. Rev. Direito e PraÌx., Rio de Janeiro, v. 8, n. 4, p. 3232-3254, 2017.

FANON, Frantz. Os condenados da terra. Tradução Lígia Fonseca Ferreira e Regina Salgado Campos, 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.

FERRARA, Jessica Antunes; CARRIZO, Silvina Liliana. Caminhos para um feminismo decolonial. Cadernos Pagu, n. 62, e216229, 2021. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/18094449202100620029.

GILROY, Paul. O Atlântico negro: modernidade e dupla consciência. São Paulo: Editora 34; Rio de Janeiro: Universidade Cândido Mendes, Centro de Estudos Afro-Asiáticos, 2012.

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, ANPOCS, p. 223-244,1984.

GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de Amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 92-93, p. 69-82, jan./jun. 1988.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. In: RIOS, Flávia; LIMA, Márcia (org.). Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020. p. 126-135.

GUIMARÃES, Nadya (Coord.). Entrevista com Patricia Hill Collins. Tempo Social: Revista de Sociologia da USP, v. 33, n. 1, p. 287-322, jan./abr. 2021.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: +DP&A, 2011.

HENNING, Carlos Eduardo. Interseccionalidade e pensamento feminista: as contribuições históricas e os debates contemporâneos acerca do entrelaçamento de marcadores sociais da diferença. Mediações, Londrina, v. 20, n. 2, p. 97-128, jul./dez. 2015. DOI: https://doi.org/10.5433/2176-6665.2015v20n2p97.

HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça: interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo Social: Revista de Sociologia da USP, v. 26, n. 1, p. 61-73, 2014.

hooks, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2021.

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

KRENAK, Ailton. Encontros. Organização de Sérgio Cohn. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2015.

KYRILLOS M., Gabriela. Uma análise crítica sobre os antecedentes da interseccionalidade. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 28, n. 1, e56509, 2020.

KYRILLOS M., Gabriela. Interseccionalidade: proposta de um mapa teórico provisório. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 32, n. 2, e90290, 2024.

LATOUR, Bruno. Ciência em ação. São Paulo: Unesp, 2000.

LUGONES, María. Colonialidade e gênero. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020. p. 50-81.

MBEMBE, Achille. Necropolítica. Arte & Ensaios, Rio de Janeiro, v. 2, n. 32, p. 122-151, 2016.

MIGLIEVICH-RIBEIRO, Adelia. Por uma razão decolonial: Desafios ético-político-epistemológicos à cosmovisão moderna. Civitas: Revista de Ciências Sociais, v. 14, n. 1, p. 66-80, 2014. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2014.1.16181.

MIGNOLO, Walter D. El pensamiento decolonial: desprendimiento y apertura. Un manifiesto. In: CASTRO GÓMEZ, Santiago; GROSFOGUEL, Ramón (org.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007. p. 25-46.

MIGNOLO, Walter D. Introducción: ¿cuáles son los temas de género y (des)colonialidad? In: MIGNOLO, Walter D. (Comp.). Género y descolonialidad. Buenos Aires: Del Signo, 2008. p. 7-12.

MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis: Ed. Vozes, 1999.

MUNDURUKU, Daniel. O caráter educativo do movimento indígena brasileiro (1970-1980). São Paulo: Paulinas, 2012.

NASCIMENTO, Beatriz. A mulher negra no mercado de trabalho. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.). Pensamento feminista brasileiro. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019. p. 259-263.

OYEÌŒWÙMÍ, OyèrónkẹÌ. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.

POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara. Lorena: DM Projetos Especiais, 2018.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais - perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: Clacso, 2005. p. 117-142.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder e classificação social. In: SANTOS, B. S.; MENESES, M. P. (org.). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010. p. 84-130.

RIBEIRO, Letícia. Resenha: as cores da masculinidade: experiências interseccionais e práticas de poder na nossa América, de Mara Viveros Vigoya. Cadernos Pagu, n. 65, e226514, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/18094449202200650014.

SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. 3. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2013.

SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

SEGATO, Rita. Crítica da colonialidade em oito ensaios e uma antropologia por demanda. Tradução Danielli Jatobá; Danú Gontijo. Rio de Janeiro: Bazar do tempo, 2021.

SPIVAK, Gayatri. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

TRUTH, Sojourner. E não sou mulher? Disponível em: https://www.geledes.org.br/e-nao-souuma-mulher-sojourner-truth/. Acesso em: 26 set. 2021.

VIVEROS VIGOYA, Mara. As cores da masculinidade: experiências interseccionais e práticas de poder na nossa América. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, 2018.

WALSH, Catherine. Interculturalidade e decolonialidade do poder: um pensamento e posicionamento "outro" a partir da diferença colonial. Revista Eletrônica da Faculdade de Direito de Pelotas (RFDP), n. 1, v. 5, p. 6-39 2019. Disponível em: https://periodicosold.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/revistadireito/article/viewFile/15002/10532. Acesso em: 15 abr. 2025.

Publicado

2025-04-30

Cómo citar

ALMEIDA , Marilis Lemos de; OLIVEIRA, Marcella Beraldo de. Presentación del Dossier - Reflexiones sobre los usos de la interseccionalidad en América Latina: Articulando perspectivas decoloniales. Mediações - Revista de Ciências Sociais, Londrina, v. 30, p. e52419, 2025. DOI: 10.5433/2176-6665.2025v30e52419. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/view/52419. Acesso em: 5 feb. 2026.

Número

Sección

Dossier - Reflexiones sobre los usos de la interseccionalidad en América Latina (2025-1)