O livro ilustrado: reflexões sobre arte, ilustração e narrativa
Resumo
Este artigo almeja realizar uma reflexão a respeito do uso do livro ilustrado em aulas de arte-educação com crianças. Partimos do conceito de livro ilustrado proposto por pesquisadores como Odilon Moraes e Sophie Van der Linden, os quais afirmam que, nessa linguagem, as imagens possuem a mesma importância que o texto para a compreensão da narrativa. Quanto ao trabalho, é composto por depoimentos acerca da experiência profissional da autora, embasados por teóricos que pensam a respeito da mediação de leitura, da valorização da fabulação e do ofício relacionado à produção do livro ilustrado. Compreende-se que o livro ilustrado é um importante referencial para o público infantil em diversas frentes: no enriquecimento do repertório artístico-visual, na diversidade de temas elencados, na ênfase dos sentidos dados ao cotidiano, no incentivo à fabulação e à fantasia. Sublinha-se que esses aspectos são também políticos, dada a possibilidade de construção de novos horizontes, da criação de novos mundos ainda não imaginados e da ampliação de propostas para um novo dia a dia.
Palavras-chave
Livro ilustrado, Arte-educação, Mediação de leitura
Biografia do Autor
Tânia Gomes Mendonça
Tânia Gomes Mendonça é mestra e doutora pelo Programa de pós-graduação em História Social da Universidade de São Paulo (USP). É bacharel e licenciada em História também pela Universidade de São Paulo, além de ser formada como atriz pelo Curso Técnico em Arte Dramática do Teatro-Escola Célia Helena. É também especialista em "Criação do Livro Ilustrado" pela Casa Tombada (São Paulo, SP). É autora do livro "Entre os fios da história. Uma perspectiva do teatro de bonecos no Brasil e na Argentina (1934-1966)" e atualmente é arte-educadora no Museu Espaço do Boneco (Araraquara, SP).
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