Fragmentos de Identidade, Desestruturação do Eu: Violência e Trauma em Corpo Desfeito
DOI:
https://doi.org/10.5433/boitata.2025v20.e53457Palavras-chave:
Identidade, Trauma, Fragmentação do euResumo
Este trabalho tem como objetivo de que forma o trauma, causado por diferentes formas de violência, decorrentes de uma mentalidade doutrinada pela dominação masculina, interfere na relação entre a memória e a construção da identidade, tanto individual quanto coletiva, a partir da obra Corpo desfeito (2022), de Jarid Arraes. O romance apresenta a história de Amanda, uma menina que vive em Juazeiro do Norte, com sua mãe, Fabiane, e seus avós maternos, Jorge e Marlene. Após o acidente fatal de Fabiane, Amanda fica sob os cuidados integrais da avó, que inventa um culto à filha falecida por meio do qual impõe diversas regras à neta, marcadas pelo fanatismo religioso e diversas situações de violências. No que tange à identidade coletiva, investigamos como a cultura de Juazeiro do Norte molda não somente o espaço como também institui uma ética religiosa que influencia no comportamento das personagens, como membros de uma comunidade. Quanto à identidade individual, a partir da vivência de Amanda, analisamos como o trauma é um fator que interfere na construção identitária, inescapável da cultura social e familiar que cerca o sujeito, provocando rupturas na memória e episódios de dissociação da narradora. Como aporte teórico, foram utilizados Stuart Hall (2006), Jan Assmann (2016), Aleida Assmann (2011), Maurice Halbwachs (1990), Sigmund Freud (1996a, 2011).
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Referências
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