Territorialidade, memória e resistência no Quilombo São José de Icatú (PA): a Dança da Farinhada como prática identitária
DOI:
https://doi.org/10.5433/boitata.2025v20.e53461Palavras-chave:
Quilombo, Memória, Territorialidade, Identidade, CulturaResumo
Este artigo analisa as relações entre territorialidade, memória, resistência e identidade no Quilombo São José de Icatú, localizado no município de Mocajuba, no estado do Pará. O estudo toma como foco a Dança da Farinhada, manifestação cultural desenvolvida pela comunidade como forma de transmissão de saberes ligados ao cultivo e à produção da farinha de mandioca. Busca-se compreender de que modo essa prática mobiliza memórias coletivas, fortalece vínculos intergeracionais e reafirma pertencimentos territoriais. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, realizada por meio de observação participante, diário de campo, registros fotográficos e audiovisuais, articulados à revisão bibliográfica. O referencial teórico dialoga com autores que discutem memória, território, cultura e resistência quilombola. Os resultados indicam que a Dança da Farinhada ultrapassa o campo performático, constituindose como prática pedagógica comunitária, dispositivo de preservação cultural e estratégia de continuidade histórica. Conclui-se que o território quilombola não se restringe ao espaço físico, sendo também lugar simbólico onde memórias e identidades são continuamente recriadas.
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