Diálogos Marginais: a poesia de Paulo Leminski e a presença fantasma do modernismo de 1922
DOI:
https://doi.org/10.5433/boitata.2025v20.e50160Palavras-chave:
Concretismo, La vie en close, Modernismo, Paulo Leminski, Poesia marginalResumo
A partir da presença paradigmática do modernismo de 1922, tanto no projeto da poesia marginal dos anos 1970, quanto no projeto disruptivo da literatura marginal nos anos 2000, o presente artigo pretende discutir como a poesia de Paulo Leminski antecipa as soluções estéticas da poesia e da literatura marginal, como o coloquialismo literário, como encenava em seu interior a cisão do sistema literário culto branco erudito. Para tanto, organiza-se de forma que, em um primeiro momento, discutiremos a poesia marginal e a literatura marginal, para, a partir disso, podermos conceituar e entender as relações entre a produção do poeta curitibano e os projetos de vanguarda discutidos, estabelecendo, também, as influências modernistas de 1922 em sua escrita. Assim, poderemos fazer a análise das poesias intimistas, marcantes e repletas de intertextualidade da obra póstuma La vie en close, publicada em 1991, dois anos após a sua morte, organizada por sua esposa, Alice Ruiz.
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