Prevalência e fatores de risco para tuberculose bovina na Bahia, Brasil

Autores

  • Luciana Bahiense Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia
  • Luciana Niedersberg de Ávila Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia
  • Maria Emília Bavia Universidade Federal da Bahia
  • Marcos Amaku Universidade de São Paulo
  • Ricardo Augusto Dias Universidade de São Paulo
  • José Henrique Hildebrand Grisi-Filho Universidade de São Paulo
  • Fernando Ferreira Universidade de São Paulo
  • Evelise Oliveira Telles Universidade de São Paulo
  • Vitor Salvador Picão Gonçalves Universidade de Brasília
  • Marcos Bryan Heinemann Universidade de São Paulo
  • José Soares Ferreira Neto Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3549

Palavras-chave:

Tuberculose bovina, Prevalência, Fatores de risco, Bahia, Brasil.

Resumo

Em virtude da importância da tuberculose bovina como enfermidade causadora de prejuízos econômicos, o impacto em saúde pública e visando apoiar o planejamento e execução do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Tuberculose Bovina no Estado da Bahia, foi realizado estudo epidemiológico para caracterizar a situação da enfermidade no estado. O Estado foi estratificado em quatro regiões. Em cada região, propriedades foram sorteadas aleatoriamente e, dentro dessas, escolheu-se de forma também aleatória um número pré-estabelecido de animais, os quais foram submetidos ao teste tuberculínico Cervical Comparativo. Os animais que resultaram inconclusivos foram retestados com o mesmo procedimento diagnóstico em intervalo mínimo de 60 dias. Em cada propriedade amostrada aplicou-se um questionário para se verificar possíveis fatores de risco para a doença. No Estado, a prevalência de focos foi de 1,6% [1,0; 2,6%] e a de animais 0,21% [0,07; 0,60]. Nas regiões, as prevalências de focos e de animais foram, respectivamente de 2,0% [1,0; 4,2%] e 0,08% [0,035; 0,17] na região 1, 2,9% [1,5; 5,5] e 0,66% [0,20; 2,16] na região 2, 0,3% [0,04; 2,1] e 0,02% [0,002; 0,12] na região 3 e 0,6% [0,2; 2,5] e 0,05% [0,01; 0,20] na região 4. Os fatores de risco associados a condição de foco foram: ser propriedade leiteira (OR= 9,72), ser propriedade mista (OR= 6,66) e tamanho do rebanho ? 18 fêmeas ? 24 meses (OR= 8,44). Concluindo, recomenda-se que o Estado da Bahia implemente um sistema de vigilância para detecção e saneamento dos focos de tuberculose bovina, com especial atenção para as propriedades produtoras de leite, e que desenvolva uma sólida ação de educação sanitária para que seus produtores passem a testar os animais para tuberculose bovina antes de introduzi-los em seus plantéis.

Biografia do Autor

Luciana Bahiense, Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia

Médica Veterinária Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, Salvador, BA, Brasil.

Luciana Niedersberg de Ávila, Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia

Médica Veterinária, Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tubercu­lose Bovina, PNCEBT, Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, ADAB, Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia, Salvador, BA, Brasil.

Maria Emília Bavia, Universidade Federal da Bahia

Profª, Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal da Bahia, UFBA, Salvador, BA, Brasil.

Marcos Amaku, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Ricardo Augusto Dias, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

José Henrique Hildebrand Grisi-Filho, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Fernando Ferreira, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Evelise Oliveira Telles, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Vitor Salvador Picão Gonçalves, Universidade de Brasília

Prof., Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília, UNB, Brasília, DF, Brasil.

Marcos Bryan Heinemann, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

José Soares Ferreira Neto, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

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Publicado

2016-11-09

Como Citar

Bahiense, L., Ávila, L. N. de, Bavia, M. E., Amaku, M., Dias, R. A., Grisi-Filho, J. H. H., … Ferreira Neto, J. S. (2016). Prevalência e fatores de risco para tuberculose bovina na Bahia, Brasil. Semina: Ciências Agrárias, 37(5Supl2), 3549–3560. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3549

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