Situação epidemiológica da brucelose bovina no Estado da Paraíba, Brasil

Autores

  • Inácio José Clementino Universidade Federal de Campina Grande
  • Ricardo Augusto Dias Universidade de São Paulo
  • Marcos Amaku Universidade de São Paulo
  • Fernando Ferreira Universidade de São Paulo
  • Evelise Oliveira Telles Universidade de São Paulo
  • Marcos Bryan Heinemann Universidade de São Paulo
  • Vítor Salvador Picão Gonçalves Universidade de Brasília
  • José Henrique Hildebrand Grisi-Filho Universidade de São Paulo
  • José Soares Ferreira Neto Universidade de São Paulo
  • Clebert José Alves Universidade Federal de Campina Grande
  • Carolina de Sousa Américo Batista Santos Universidade Federal da Paraíba
  • Sérgio Santos Azevedo Universidade Federal de Campina Grande

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3403

Palavras-chave:

Bovino, Brucelose, Prevalência, Fatores de risco, Paraíba, Brazil.

Resumo

Realizou-se um estudo para caracterizar a situação epidemiológica da brucelose bovina no Estado da Paraíba. O Estado foi dividido em três regiões. Em cada região foram amostradas aleatoriamente propriedades e, dentro dessas, foi escolhido de forma aleatória um número pré-estabelecido de animais. No total, foram amostrados 3.489 animais, provenientes de 674 propriedades. Em cada propriedade amostrada foi aplicado um questionário epidemiológico para verificar o tipo de exploração e as práticas de criação e sanitárias que poderiam estar associadas ao risco de infecção pela doença. O protocolo de testes utilizado foi o da triagem com o teste do antígeno acidificado tamponado (AAT) e confirmação dos positivos com o teste do 2-mercaptoetanol (2-ME). O rebanho foi considerado positivo quando pelo menos um animal foi reagente às duas provas sorológicas. Para o Estado, as prevalências de focos e de animais infectados foram, respectivamente, de 4,6% [3,2-6,5%] e 2,5% [1,1-3,9%]. Para as regiões, as prevalências de focos variaram entre 2,2% e 7,9% e 3,2%. O fator de risco associado à condição de foco foi ter a raça Zebu como predominante (OR=12,30 [1,32-114,64]). Concluindo, o estado da paraíba deve concentrar esforços para vacinar, todos os anos, um mínimo de 80% das bezerras com a amostra B19 e estimular a utilização da vacina RB51 em fêmeas não vacinadas com idade superior a 8 meses. Além disso, deve-se estimular a realização de testes sorológicos para brucelose nos bovinos de reprodução antes de introduzi-los nas propriedades.

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Biografia do Autor

Inácio José Clementino, Universidade Federal de Campina Grande

Discente, Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Campina Grande, UFCG, Patos, PB, Brasil.

Ricardo Augusto Dias, Universidade de São Paulo

Prof., Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Marcos Amaku, Universidade de São Paulo

Prof., Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Fernando Ferreira, Universidade de São Paulo

Prof., Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Evelise Oliveira Telles, Universidade de São Paulo

Prof., Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Marcos Bryan Heinemann, Universidade de São Paulo

Prof., Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Vítor Salvador Picão Gonçalves, Universidade de Brasília

Prof., Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília, UNB, Brasília, DF, Brasil.

José Henrique Hildebrand Grisi-Filho, Universidade de São Paulo

Prof., Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

José Soares Ferreira Neto, Universidade de São Paulo

Prof., Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Clebert José Alves, Universidade Federal de Campina Grande

Prof., Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Campina Grande, UFCG, Patos, PB, Brasil.

Carolina de Sousa Américo Batista Santos, Universidade Federal da Paraíba

Porfa. Universidade Federal da Paraíba, UFPB, Areia, PB, Brasil.

Sérgio Santos Azevedo, Universidade Federal de Campina Grande

Prof., Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Campina Grande, UFCG, Patos, PB, Brasil.

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Publicado

2016-11-09

Como Citar

Clementino, I. J., Dias, R. A., Amaku, M., Ferreira, F., Telles, E. O., Heinemann, M. B., … Azevedo, S. S. (2016). Situação epidemiológica da brucelose bovina no Estado da Paraíba, Brasil. Semina: Ciências Agrárias, 37(5Supl2), 3403–3412. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3403

Edição

Seção

Artigos

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