Interseccionalidade como práxis: reflexões sobre raça, gênero e autodefinição nas sociabilidades digitais
DOI:
https://doi.org/10.5433/2176-6665.2025v30e52044Palavras-chave:
Interseccionalidade, Autodefinição, YouTube, PráxisResumo
O presente artigo visa discutir a interseccionalidade como práxis, ou seja, como uma prática alicerçada na teoria, para a compreensão de processos de autodefinição, construção e afirmação de identidades negras. Ao observar a interseccionalidade como práxis, a atenção aqui está voltada não apenas àquilo que a interseccionalidade é, mas também ao que ela pode fazer. Tal análise é desenvolvida a partir do acompanhamento dos canais no YouTube de Ana Paula Xongani e Gabi DePretas. Com uma abordagem qualitativa, a coleta e análise de dados foram desenvolvidas a partir da etnografia de tela (Rial, 2004). Observa-se que a interseccionalidade como práxis se manifesta a partir da articulação entre marcadores sociais da diferença e os agenciamentos envolvidos.
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