Machado de Assis se ha vuelto viral en Estados Unidos: un debate sobre el Brasil alterizado

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5433/1519-5392.2025v25n4p51-67

Palabras clave:

Machado de Assis, Brasil, Otrificación

Resumen

Este artículo se propone problematizar la falsa positividad presente en la promoción de la literatura brasileña en el extranjero a través de las redes sociales, tomando como punto de partida el video publicado por Courtney Henning Novak tras la lectura de Memorias póstumas de Blas Cubas. La pregunta central que planteamos  es: ¿hasta qué punto la literatura brasileña y la lengua portuguesa están siendo de hecho rescatadas  por medio  de divulgaciones en las redes sociales? O mejor aún: ¿cuál la importancia del respaldo académico e institucional en la validación de las obras literarias de escritores brasileños? Pretendemos, así, analizar brevemente la recepción de la literatura brasileña en el extranjero - especialmente en los Estados Unidos (Gonçalves, 2012) - y hasta qué punto eso no representa una mirada otrificada y exoticizada (Seligmann-Silva, 2022; Spivak, 2021). Finalmente, reflexionemos sobre cómo la viralización de determinadas obras no modifica el sistema, esencialmente excluyente, basado en una supuesta recuperación del Otro, cuyo locus suele situarse en países de modernización tardía.

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Biografía del autor/a

Ana Karla Canarinos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professora adjunta de literatura brasileira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Wagner Monteiro Pereira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor adjunto de língua e literatura espanhola na graduação e de teoria da tradução na pós-graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professor de teoria da tradução na Pós-graduação em Estudos da Tradução da UFSC

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Publicado

2025-10-14

Cómo citar

CANARINOS, Ana Karla; PEREIRA, Wagner Monteiro. Machado de Assis se ha vuelto viral en Estados Unidos: un debate sobre el Brasil alterizado. Entretextos, Londrina, v. 25, n. 4, p. 51–67, 2025. DOI: 10.5433/1519-5392.2025v25n4p51-67. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/entretextos/article/view/52959. Acesso em: 15 ene. 2026.