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O uso de a gente e de nós por estudantes são-tomenses residentes no Brasil

Resumo

 O presente trabalho tem como objetivo principal analisar e descrever a frequência de uso dos pronomes de primeira pessoa do plural Nós e A gente na variedade de Língua Portuguesa São-tomense falada por estudantes são-tomenses no Brasil, o que torna este estudo pioneiro em relação à temática. Nosso trabalho tem como aporte teórico a Sociolinguística Variacionista, conforme Labov (2008), e o corpus utilizado para a análise é o disponibilizado pelo grupo Variação e Processamento da Fala e do Discurso: análises e aplicações (PROFALA), do qual utilizamos dados de 20 informantes/estudantes oriundos de São-Tomé e Príncipe. Para a análise utilizamos as seguintes variáveis sociais e linguísticas: Sexo, Tempo de Permanência no Brasil, Preenchimento do Sujeito, Saliência Fônica Verbal, Paralelismo linguístico de nível discursivo e Grau de determinação do referente sujeito. Nossos resultados apontaram que, constatada a existência da variação, os informantes utilizam a variante inovadora (A gente) com mais frequência, totalizando 54% das ocorrências. Constatamos, também que, quando o tempo de permanência no Brasil ultrapassava seis meses, o número de ocorrências de A gente pelos falantes é maior em número de ocorrências com 58%, confirmando nossa hipótese inicial.

Palavras-chave

Variação, Pronomes de primeira pessoa do plural, São-tomense

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Biografia do Autor

Késsio Jhone Lopes Silva

Professor efetivo no Ensino Fundamental. Possui Mestrado em Estudos da Linguagens (PPGLin - Unilab) e, atualmente, cursando Doutorado em Linguística (PPGL - UFC). Pesquisador no Grupo de Pesquisa Interação e Diversidade Discursiva na Lusofonia (INTERLUS).

Claudia Ramos Carioca

Professora do Instituto de Linguagens e Literaturas (ILL) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGLIN) da Unilab. Possui Doutorado em Linguística e Pós-Doutorado em Políticas Linguísticas pela UFC. Faz parte do Grupo de Trabalho Descrição do Português (GTDP) da ANPOLL e do Grupo de Estudos em Funcionalismo (GEF) da UFC). Coordena o Grupo de Pesquisa "Interação e Diversidade Discursiva na Lusofonia" (INTERLUS), o Projeto de Pesquisa "Análise da competência escrita através do uso do laboratório de redação no Ensino Médio de escolas nos municípios de Aratuba, Guaramiranga e Mulungu no Maciço de Baturité-CE" (PIBIC) e o Projeto de Extensão "Grupo Tabonga Moz" (PIBEAC). Sua tese "A Evidencialidade em Textos Acadêmicos de Grau do Português Brasileiro Contemporâneo" ganhou o Concurso de Teses do Centro de Humanidades da UFC (2010) e foi publicada pela EDUFC em 2011.


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