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Línguas em contato na Amazônia: Português e Parkatêjê

Resumo

O presente artigo tem como objetivo apresentar uma situação de contato entre o português e uma língua indígena, na Amazônia. Com base em um referencial teórico da Sociolinguística, observar-se-ão exemplos de possíveis empréstimos e code-switching extraídos de textos publicados em livro de autoria indígena. A metodologia empregada foi a da pesquisa bibliográfica seguida pela seleção de trechos, com características de empréstimos e de code-switching, considerando-se o texto de Treffers-Daller (2023). A situação sociolinguística da língua parkatêjê não permitiu a criação de um corpus monolíngue ou bilíngue por meio do qual se pudesse contrapor os fenômenos em estudo. Desse modo, a pesquisa foi realizada em uma base mais qualitativa, contando com a interpretação dos dados, a partir dos estudos já feitos sobre empréstimo e code-switching. Como resultados, pode-se atestar que ambos os fenômenos são usuais naquele ambiente de contato, havendo empréstimos lexicais, mas também gramaticais, além de um repertório de ocorrências de code-switching, em ambas as línguas.

Palavras-chave

parkatêjê, português, contato de língua

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Biografia do Autor

Marilia de Nazare Ferreira

Professora do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará, vinculada à Faculdade de Letras (FALE). Desenvolve pesquisas na linha de pesquisa Descrição de Línguas Indígenas no Programa de Pós-Graduação em Letras da mesma Universidade. Bolsista de Produtividade do CNPq.


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