Reflexões de licenciandas em Letras sobre a elaboração de sequências didáticas na formação para a docência
Resumo
Os gêneros textuais já são constitutivos das práticas de linguagem escolares, mas o que se questiona é "como" tais artefatos são didatizados. Desse modo, o planejamento de atividades através da sequência didática surge como uma alternativa metodológica que possibilita a implementação de um ensino sistemático do gênero pautado em uma concepção sociointeracionista da linguagem. Este artigo objetiva discutir, a partir da perspectiva de duas licenciandas em Letras, as implicações de uma experiência envolvendo a elaboração de sequências didáticas para o ensino de gêneros na formação para a docência. Como aporte teórico, utilizamos Marcuschi (2002), Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e Lima (2016) entre outros colaboradores. Do ponto de vista metodológico, foram realizadas entrevistas semiestruturadas on-line com duas licenciandas que participaram de uma experiência envolvendo a elaboração de sequências didáticas no âmbito de uma disciplina do curso de Licenciatura em Letras de uma universidade pública federal. As verbalizações das discentes apontaram para possibilidades de um agir didático prospectivo (LIMA, 2016) enquanto docentes de língua portuguesa.
Palavras-chave
Ensino de gêneros, sequência didática, formação docente
Biografia do Autor
Fernanda Pereira de Melo
Licenciada em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), onde também atuou como Monitora da Disciplina de Didática e Avaliação da Aprendizagem. É professora da Educação Básica no Estado de Pernambuco.
Gustavo Lima
Doutor em Letras/Linguística pela UFPE (2016)
Professor Adjunto III na Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
Vice-líder do Grupo de Pesquisa Texto, Escrita e Sala de Aula (TEcSA/CNPq)
Pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Discurso e Ensino (NUPEDE/CNPq)
Pesquisador do Grupo de Estudos sobre a Historicidade dos Textos e Ensino de Língua (HISTEL/UFRPECNPq)
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