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Linguagem, memória e processo na dramaturgia de Nelson Rodrigues

Resumo

Nelson Rodrigues renovou tanto a linguagem dramatúrgica brasileira quanto a cena teatral, a partir da potência de seus textos dramáticos. Em sua escrita, vê-se a identificação de princípios que transmutam da vida para a obra e, por conseguinte, ao palco, ou, ainda, crônicas e contos a servir de base ao eixo dramático e caracteres de personagens de vários de seus textos. Neste estudo, embasados nas postulações de Magaldi (2010), Faria (2013), Preti (2004, 2006), Salles (2006, 2008), dentre outros, apresentamos um panorama estético e poético, revelador de traços do processo de criação do autor, que na imbricação de aspectos memorialistas e ficcionais e o fértil trânsito do gênero narrativo para o dramático, engendra uma linguagem nova e particular, que se institui revolucionária na estruturação do pensamento e nos temas abordados. Na busca pela concretização das questões enunciadas, utilizamos o texto de A falecida, escrita e encenada em 1953, já sob a influência criativa de A vida como ela é..., coluna diária de contos estreada em 1951, detentora de enorme sucesso, por dez anos, no jornal Última Hora.

Palavras-chave

Dramaturgia, Linguagem, Memória.

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Biografia do Autor

José Francisco Quaresma Soares da Silva

Doutorando em Estudos da Linguagem - PPGEL/UEL. Professor Efetivo do Instituto Federal do Paraná Campus Jacarezinho.

Edina Regina Pugas Panichi

Doutora em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho-UNESP. Docente Sênior do Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem - PPGEL.


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