Úrsula: descolonizando memórias

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/boitata.2025v20.e52301

Palavras-chave:

Memória, Decolonialidade, Literatura

Resumo

O presente trabalho analisa a obra Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, sob uma perspectiva decolonial, investigando como a narrativa dos personagens escravizados atua como um mecanismo de descolonização da nossa própria memória coletiva. Embora o romance apresente como trama central a trágica história de amor de dois jovens, o foco da narrativa é a trajetória de personagens historicamente invisibilizados. A partir de uma perspectiva do lugar de fala, a escritora expõe a exploração e a subjugação de sujeitos negros arrancados de suas terras pela violência colonizadora, devolvendo-lhes a autoridade narrativa sobre suas próprias vivências. Alicerçada nessas informações, esta investigação parte de uma pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo, pautada nas ideias de autores como Halbwachs (2013), Candau (2011), Mignolo (2005) e outros. Os resultados mostram que os relatos dos personagens da obra Úrsula não são meros recursos literários, mas depoimentos que configuram uma contra-história, desafiando a lógica colonial que, até hoje, tende a silenciar o protagonismo negro no Brasil. Portanto, ao restituir a voz aos escravizados, Maria Firmina preserva memórias individuais e desafia o leitor a questionar sua própria herança histórica.

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Biografia do Autor

Solange Santana Guimarães Morais, Universidade Estadual do Maranhão

Doutora em Ciência da Literatura – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ana Cleia Silva Pereira, Universidade Estadual do Maranhão

Doutoranda em Teoria Literária – Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), mestra em Teoria Literária (UEMA).  

Josilene dos Santos Sousa, Universidade Estadual do Maranhão

Mestra em Teoria Literária – Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

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Publicado

2025-12-19

Como Citar

MORAIS, Solange Santana Guimarães; PEREIRA, Ana Cleia Silva; SOUSA, Josilene dos Santos. Úrsula: descolonizando memórias. Boitatá, Londrina, v. 20, n. 40, p. 1–11, 2025. DOI: 10.5433/boitata.2025v20.e52301. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/boitata/article/view/52301. Acesso em: 23 jul. 2026.