António Marinheiro (O Édipo de Alfama): O Édipo da era dos complexos

Autores

  • Virgínia Maria Gonçalves Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.5433/1678-2054.2002v2p63

Palavras-chave:

A tragédia e o trágico, Literatura portuguesa, Bernardo Santareno

Resumo

O trabalho trata da tragédia clássica grega e do saber trágico, como experiência poética, plenamente realizada num tempo historicamente situado, na relação com outra forma dramática em que o trágico se manifesta, na modernidade. A partir de estudos sobre a tragédia e do trágico, sob o ponto de vista de alguns autores como Karl Jaspers, Glenn W. Most, Jean Pierre Vernant, Pierre Vidal-Naquet e Emil Staiger, procuramos compreender um fenômeno literário que possibilita relações com outros textos em que o trágico se apresenta, tomando como referência a peça de Bernardo Santareno António Marinheiro (o Édipo de Alfama), na sua relação com o Édipo Rei de Sófocles. Assim, estabelecendo aproximações e diferenças entre os textos, verificamos a possibilidade da existência de novas configurações do trágico na modernidade, tomando as devidas precauções para não perder de vista a historicidade das formas e as transformações no tratamento literário dos mitos.

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Biografia do Autor

Virgínia Maria Gonçalves, Universidade Estadual de Londrina

Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo. Professora da Universidade Estadual de Londrina.

Referências

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Publicado

16-03-2016

Como Citar

GONÇALVES, V. M. António Marinheiro (O Édipo de Alfama): O Édipo da era dos complexos. Terra Roxa e Outras Terras: Revista de Estudos Literários, [S. l.], v. 2, p. 63–78, 2016. DOI: 10.5433/1678-2054.2002v2p63. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/terraroxa/article/view/24704. Acesso em: 12 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigos