Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

O ensino das línguas nativas são-tomenses na perspetiva dos estudantes universitários

Resumo

 Este artigo espelha o resultado de um estudo realizado com os alunos do Instituto Superior de Educação e Comunicação (ISEC), Unidade Orgânica da Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), sob o tema “O ensino das línguas nativas santomenses na perspetiva dos estudantes universitários”. Pretende-se promover uma reflexão sobre o ensino das línguas nativas no ensino superior em São Tomé e Príncipe. Para o enquadramento deste trabalho, a pesquisa fundamenta-se com as contribuições de Dulce Pereira (2007), Ana Agostinho, Manuele Lima e Gabriel Araújo (2016), Esmael Fernandes (2023), Rita Gonçalves (2016),  Rita Gonçalves e Tjerk Hagemeijer (2015) e Tjerk Hagemeijer (1999, 2009). A amostra foi constituída por 40 estudantes das licenciaturas em Educação de Infância e Ensino Básico. A partir do inquérito aplicado, concluiu-se que o ensino das línguas nativas pode ajudar a desmistificar o preconceito linguístico existente, reforçar a identidade cultural e a tradição, além de favorecer a promoção da aprendizagem, em paralelo com a língua portuguesa.

Palavras-chave

Línguas nativas, Política linguística, Ensino/aprendizagem

pdf

Biografia do Autor

Esmael do Nascimento Fernandes

É Bacharel em Línguas e Literaturas Modernas: Variante Português/Francês, pelo Instituto Superior Politécnico de São Tomé e Príncipe.
É Licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Faculdade de Lisboa da Universidade de Lisboa.
É Mestre em Ensino da Leitura e Escrita pelo Instituto Superior Politécnico de Bragança.
É Doutorado em Linguística pela Universidade de Évora.
É Professor Universitário em regime de contracto pelo Instituto Superior de Educação e Comunicação da Universidade de São Tomé e Príncipe.
Toda a sua carreira é ligada à Educação: Começou a dar aulas em 1997, na Escola Secundária Básica da Trindade. Foi professor, Secretário docente, subdiretor, Diretor de Escola, Diretor do Ensino Básico e Diretor de Gabinete da Ministra da Educação, Cultura e Ciências.

Ana Alexandra Silva

É Professora Auxiliar de Linguística na Universidade de Évora, Portugal. Formada na Universidade de Évora, onde concluiu a licenciatura em Ensino de Português e Inglês (1996). Obteve o grau de mestre em Linguística Portuguesa (2001) pela Universidade de Coimbra e o doutoramento em Linguística (2008) pela Universidade de Évora. A investigação da Dra. Silva tem-se centrado nas áreas do Português como língua estrangeira e segunda. É investigadora integrada do Centro de Estudos em Letras da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro / Universidade de Évora.


Referências

  1. AGOSTINHO, A.; LIMA, M.; ARAÚJO, G. O lung’Iê na educação escolar de São Tomé e Príncipe. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, v. 55, n. 3, p. 591-618, set./dez. 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tla/a/rPRCqWDjXHvz3MyZmRdCd3q/. Acesso em: 6 jan. 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/010318135164183401
  2. ARAÚJO, G. A.; HAGEMEIJER, T. Dicionário livre santome/português. Livlu-nglandji santome/putugêji.cgconviv São Paulo: Hedra, 2013.
  3. FERNANDES, E. Dificuldades do ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa no 1º e 2º ciclos do Ensino Básico em São Tomé e Príncipe. 2023. Tese (Doutorado em Línguística) – Universidade de Évora, Évora, 2023. Disponível em: https://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/35279. Acesso em: 10 jan. 2024.
  4. GONÇALVES, R. M. G. Construções ditransitivas no português de São Tomé. 2016. Tese (Doutorado em Línguística) – Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2016. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/handle/10451/26409?locale=en. Acesso em: 16 jan. 2024.
  5. GONÇALVES, R.; HAGEMEIJER, T. O português num contexto multilingue: o caso de São Tomé e Príncipe. Revista Científica da Universidade Eduardo Mondlane, Lisboa, v. 1, n. 1, p. 87-107, 2015. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/31032/1/Goncalves%26Hagemeijer2015.pdf. Acesso em: 16 jan. 2024.
  6. HAGEMEIJER, T. Ilhas de Babel: a crioulização no Golfo da Guiné. Lisboa: Editora Camões I. P., 1999. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/31027/1/Hagemeijer1999%28Rev.Camoes%29.pdf. Acesso em: 21 mar. 2024.
  7. HAGEMEIJER, T. As línguas de S. Tomé e Príncipe. Revista de Crioulos de Base Lexical Portuguesa e Espanhola, Lisboa, v. 1, n. 1, p. 1-27, 2009. Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/31026/1/Hagemeijer%202009a%20(RCBLPE).pdf. Acesso em: 10 jan. 2024.
  8. PEREIRA, D. Crioulos de base lexical portuguesa. Lisboa: Editorial Caminho, 2007.
  9. SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE. Decreto n.º 19, de 14 de agosto de 2013. Aprova o alfabeto unificadopara escrita das línguas nativas de São Tomé e Príncipe. Diário da República, São Tomé e Príncipe, n. 102, p. 660-671, 14 ago. 2013.

Downloads

Não há dados estatísticos.