Escrita docente em relatórios de avaliação institucional: análises interpretativistas em pareceres descritivos
DOI:
https://doi.org/10.5433/1519-5392.2025.v25.52188Palavras-chave:
Relatório avaliativo individual, Linguística aplicada, ValoraçãoResumo
A escrita em ambientes de trabalho tem se instituído como profícuo campo dos estudos da linguagem, a exemplo dos trabalhos de (Paz, 2008; Costa, 2020), que tratam dos registros de ordem e ocorrências na enfermagem hospitalar e dos estudos do gênero questionário de pesquisa dos técnicos e agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim sendo, objetivamos, neste artigo, analisar 03 (três) excertos de pareceres descritivos que compõem o Relatório Avaliativo Individual (RAI), produzidos por um docente colaborador, como instrumento de avaliação da aprendizagem de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, a partir de três instâncias constitutivo-funcionais do discurso propostas por Bakhtin (2011; 2016; 2021), mais precisamente a situação de interação, o estilo e a composição. Para tanto, adotamos em termos metodológicos, a abordagem qualitativa interpretativista (Bogdan e Biklen, 1994; Moita Lopes, 1994; De Grande 2011; Kleiman, 2013), de vertente etnográfica (André, 1995; Cançado, 1994; Fonseca, 1999). Os resultados demonstram que a valoração é um índice social presente nos enunciados analisados, engendrado em instâncias constitutivo-funcionais do discurso, determinando as escolhas linguísticas, composicionais e semióticas do autor dos pareceres.
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