Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

Gênero cordel na formação leitora de professores de comunidades do campo: entre educação e linguagem

Resumo

O presente artigo tem o objetivo de refletir acerca da relevância do olhar sobre o gênero cordel na relação entre linguagem e educação do campo, com o uso da sequência didática na perspectiva da Linguística Aplicada enquanto marco teórico de visão interdisciplinar cujo efeito de sentido volta-se para a formação de licenciandos do curso de Educação do Campo de uma universidade pública, situados em contexto de ensino-aprendizagem de leitura na convivência com o semiárido. Para tanto, articulam-se fundamentos teóricos que embasam a experiência que relata o círculo de cordel na sala de aula, no viés qualitativo, sobre a compreensão dos gêneros do discurso, considerações sobre o texto literário, além da leitura na prática pedagógica. Nesse sentido, conclui que a estratégia formativa oferecida reconhece os sujeitos campesinos como críticos e reflexivos. Além de impactos no processo de aprendizagem nos usos da linguagem para a valorização da cultura local no diálogo entre universidade e sociedade.

Palavras-chave

Linguística Aplicada, Educação do Campo., Linguagem

PDF

Biografia do Autor

Ady Canário Estevão de Souza

Doutora em Estudos da Linguagem. Docente do Departamento de Ciências Humanas, do Centro de Ciências Humanas e Sociais, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró-RN. Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ensino e do Mestrado Profissional em Letras, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte; Pau dos Ferros-RN.

Auristela Crisanto da Cunha

Docente do Departamento de Ciências Humanas, do Centro de Ciências Humanas e Sociais, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró-RN. Doutora em Estudos da Linguagem UFRN.

Clécida Maria Bezerra Bessa

Docente do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas, do Centro Multidisciplinar de Pau dos Ferros, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ensino e do Mestrado Profissional em Letras, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte; Pau dos Ferros-RN.

Crígina Cibelle Pereira

Docente do Departamento de Letras, pesquisadora permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino e do Mestrado Profissional em Letras, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte; Pau dos Ferros-RN.  Doutora em Estudos da Linguagem pela UFRN.

 


Referências

  1. BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 261-306.
  2. BAPTISTA, Lívia Márcia Tiba Rádis.; NUNES, Tiago Alves. Sujeitos em (trans)formação e (trans)formação de sujeitos: (re)pensando algumas questões sobre o ensino, aprendizagem e letramentos. In: GERHARDT, Ana Flávia Lopes Magela. Ensino-aprendizagem na perspectiva da Linguística Aplicada. Campinas-SP: Pontes Editores, 2013, p. 251-274.
  3. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa. Brasília, MEC/SEF, 2018.
  4. CARVALHO, Ladmires Luiz Gomes de. O gênero discursivo cordel: o processo de autoria da escrita dos alunos do 9º ano do ensino fundamental. 2016. 185f. Dissertação (Mestrado Profissional em Letras - Profletras/NAT) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
  5. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/22489 . Acesso em: 22 maio
  6. COMPAGNON, Antoine. Literatura para quê? Tradução de Laura Taddei Brandini. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
  7. CORACINI, Maria José Rodrigues Faria. CORACINI, Maria José. (org.). O jogo discursivo na aula de leitura: língua materna e língua estrangeira. Campinas: Pontes, 1995.
  8. COSSON, Rildon. Ensino de literatura, leitura literária e letramento literário: uma desambiguação. Interdisciplinar, São Cristóvão, UFS, v. 35, p. 73-92, jan-jun, 2021. Disponível em: https://seer.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/15690 DOI: https://doi.org/10.47250/intrell.v35i1.15690
  9. Acesso em: 22 maio 2022.
  10. DOLZ, Joaquim; NOVERRAZ, Michèlle; SCHNEUWLY, Bernard. Sequências didáticas para o oral e para o escrito: apresentação de um procedimento. In: SCHNEUWLY, Bernard.; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização Roxane Rojo e Glais Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 95-128.
  11. EVARISTO, Marcela Cristina. C. O cordel em sala de aula. In: BRANDÃO, Helena Nagamine. Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, discurso político, divulgação científica. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001, p. 119-184.
  12. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 51.ed. 51.ed. São Paulo: Cortez, 2011.
  13. GERALDI, João Wanderley. Unidades básicas do ensino de português. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto na sala de aula: leitura e produção. Cascavel: Assoeste, 1999, p. 49-79.
  14. KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2006
  15. LINO DE ARAÚJO, Denise. O que é (como se faz) sequência didática? Revista Entrepalavras, Fortaleza, ano 3, v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista/article/view/148
  16. Acesso em: 22 maio 2022.
  17. LOPES-ROSSI, Maria Aparecida Garcia. Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de textos. In: KARWOSKI, Acir Mário; GAYDECZKA, Beatriz; BRITO, Karim Siebeneicher. (Orgs.). Gêneros textuais: reflexões e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna. 2006, p. 73-83.
  18. RESENDE, Viviane Melo; GOMES, Maria Carmem Aires. O cordel tradicional e sua função na luta hegemônica: um estudo de caso. In: Papéis. v. 7, n. 13. Campo Grande: UFMS, jan./jul. 2003, p. 30-39.
  19. ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
  20. VOLOCHINOV, Valentin. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2002.
  21. SIGNORINI. Inês. Do residual ao múltiplo e ao complexo: o objeto a pesquisa em Linguística Aplicada. In: SIGNORINI. Inês; CAVALCANTI, Marilda do Couto. Linguística Aplicada e Transdisciplinaridade: questões e perspectivas. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998/2004. p. 99-100.
  22. OLIVEIRA, Maria Bernadete Fernandes de. Formação de professores de Língua Materna e a sociedade do conhecimento: discutindo concepções de linguagem. In: Zozzoli, Rita; Oliveira, Maria Bernadete. (Org.). Leitura, escrita e ensino. Maceió: EDUFAL, 2008, p. 171-190.
  23. SILVA JÚNIOR, Sílvio Nunes da. A Linguística aplicada, ensino de línguas e prática reflexiva: contribuições para a formação do professor-pesquisador. Caletroscópio, v. 7, n. especial 1, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/3847. Acesso em: 22 maio 2022. DOI: https://doi.org/10.58967/caletroscopio.v7.nesp.1.2019.3847

Downloads

Não há dados estatísticos.