Dilemas éticos em salas de aula de línguas: questionando otherwise
Resumo
Formadores(as) de professores(as) de línguas percebem que os (as) recém graduados(as) chegam ao final da licenciatura com questionamentos cujas possíveis respostas podem surgir à medida que eles e elas vivenciam a profissão no dia-a-dia, ao mesmo tempo em que outros questionamentos serão elaborados, e tantos outros nunca serão completamente respondidos. Nesse sentido, Arthur, o personagem com quem o autor e a autora dialogam, é a personificação de todos(as) professores(as) de línguas. Ao reconhecer que o contexto de sala de aula não apresenta dilemas solúveis em tons de branco e preto, e sim numa paleta em escalas de cinza, o autor e a autora lançam mão das perspectivas decoloniais (MIGNOLO, 2007, 2009, 2018; PESSOA; BORELLI; SILVESTRE, 2018; ROSA-DA-SILVA, 2021; WALSH, 2017, 2018, 2021), e da ética levinasiana (LARGE, 2015; LÉVINAS, 2010, 2020; TODD, 2003, 2015) para analisarem três respostas de professores(as) de línguas a dois dilemas éticos baseados nas experiências de sala de aula, que é uma versão resumida de uma pesquisa mais ampla (EGIDO, 2020b). À medida que a análise é conduzida, algumas questões são propostas para Arthur e para os(as) leitores(as). Embora não seja uma tarefa fácil, é necessário que tornemos nossas salas de aula em espaços seguros onde estudantes possam compartilhar as lutas que enfrentam.
Palavras-chave
Educação Linguística. Decolonialidade. Ética levinasiana.
Biografia do Autor
Alex Alves Egido
Doutorando em Estudos da Linguagem na Universidade Estadual de Londrina, com período sanduíche na Michigan State University (EUA).
Giuliana Brossi
Doutora em Estudos da Linguagem, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e docente efetiva na Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Inhumas.
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