La erótica del ser femenino negro: la poética de Miriam Alves

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5433/1678-2054.2026vol46n1p55

Palabras clave:

Miriam Alves, poesía afrobrasileña, Cadernos Negros, Erotismo, cuerpo femenino negro

Resumen

El presente trabajo propone una interpretación del erotismo presente en los poemas de Miriam Alves (São Paulo, 1952), publicados en los libros Momentos de busca (1983) y Estrelas no dedo (1985), desde un enfoque centrado en la elaboración poética de los cuerpos negros. En diálogo con los estudios críticos de bell hooks (1995, 2025), Beatriz Nascimento (2006) y Cristian Souza de Sales (2011), la perspectiva interpretativa aborda el elemento erótico como una apelación a la libertad y una potencia afirmadora de la vida. Iniciando su trayectoria literaria en los Cadernos Negros, su obra rompe con el control ejercido por los estereotipos raciales y de género, así como con la imagen hipersexualizada construida sobre estos sujetos. De este modo, los versos de la escritora despiertan la mujeridad negra para vivir la plenitud de una «erótica del ser», en la medida en que los cuerpos femeninos negros pasan de la condición de objeto del deseo o de la subordinación a la de sujeto deseante, ejerciendo así su derecho al goce y a la vida.

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Biografía del autor/a

Andréa Leitão, Universidade Federal do Pará

Doutora em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo.

Professora da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (UFPA).

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Publicado

13-07-2026

Cómo citar

Leitão, Andréa. «La erótica Del Ser Femenino Negro: La poética De Miriam Alves». Terra Roxa E Outras Terras: Revista De Estudos Literários, vol. 46, n.º 1, julio de 2026, pp. 55-72, doi:10.5433/1678-2054.2026vol46n1p55.