Retrato de um inquietante vestido: quase objeto?
DOI:
https://doi.org/10.5433/1678-2054.2016v32p95Palabras clave:
Literatura, Fotografia, Punctum.Resumen
O artigo esboça algumas relações entre a arte literária e a fotografia por intermédio do conto "Vestido de fustão", do escritor José J. Veiga. Na coletânea intitulada Objetos turbulentos, em que se insere o referido conto, em todas as narrativas as coisas são alçadas a um lugar de destaque, quase exercendo a função de personagens das tramas. Essa valoração dos objetos é realizada, na maioria dos casos, através de recursos que se aproximam da focalização da fotografia, uma vez que a imagem do objeto se projeta de modo central, detalhadamente, como a poetizar o instante de sua captação, revelando o punctum ao seu espectador/leitor. Os objetos desvelam situações insólitas, problematizando as práticas de subjetivação/objetivação, nas quais os sujeitos se encontram enredados. Buscaremos demonstrar que os objetos insólitos, por serem perspectivados como punctum, obedecem a um processo de rostificação, processo esse de que decorre a ambiência fantástica nas narrativas em que se inserem, e por essa razão eles se tornam turbulentos ou quase objetos. Para a análise tomaremos como suporte especialmente os estudos de Roland Barthes e Gilles Deleuze.Descargas
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