Who Speaks Loses It: The Critical Metapoetry of Jomard Muniz de Britto

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5433/1678-2054.2026vol46n1p139

Keywords:

Brazilian poetry, Metapoetry, Jomard Muniz de Britto

Abstract

This article offers a critical-interpretive analysis of the thought and work of Jomard Muniz de Britto to understand how the metapoetry present in his poetic production both tensions and unveils new perspectives on the discourses surrounding contemporary Brazilian poetry. Grounded in the debate on aesthetic plurality between the 1960s and 1980s and drawing on the reflections of Melo Neto (2011), Marcos Siscar (2010; 2014), Ítalo Moriconi (1992), Renan Nuernberger (2024), Flora Süssekind (2004), among others, the text argues that although various tendencies coexisted, Jomard occupied a critical in-between space, dialoguing with multiple avant-gardes without fully adhering to any of them. The reading of the poem “Quem fala perde” (“Who Speaks Loses”) highlights his critique of the redemptive expectations often attributed to art, the myth of originality, and identitarian fixations. Through linguistic play, parody, and conceptual dismantling, the poet challenges dogmatic discourses and advocates for a writing practice that embraces contradictions, displacements, and multiplicity. Ultimately, Jomard’s poetics is shown to anticipate contemporary discussions by proposing a creative model that rejects teleologies and reaffirms the critical power of language.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Jonas Leite, UFPE

Doutorado em Literatura e Interculturalidade (2018) pela Universidade Estadual da Paraíba

Professor Adjunto de Literatura da Universidade Federal de Pernambuco.

George Menezes, UFPE

Mestrando no PPG em Letras da Universidade Federal de Pernambuco.

References

ABREU, Caio Fernando. Contos completos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

ADAMATTI, Margarida Maria. Crítica de cinema e patrulha ideológica: o caso Xica da Silva de Carlos Diegues. Revista FAMECOS, Porto Alegre, v. 23, n. 3, p. ID23120, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.15448/1980-3729.2016.3.23120.

BOSI, Viviana. Poesia em risco: itinerários para aportar nos anos 1970 e além. São Paulo: Editora 34, 2021.

BRANCO, Edwar de Alencar Castelo & Roniel Sampaio. Recinfernália: sabotagens simbólicas na filmografia superoitista de Jomard Muniz de Brito. In: I Seminário Nacional Fontes Documentais e Pesquisa Histórica: Diálogos Interdisciplinares. GT 20 - História, Imagem e outras Cenas Juvenis. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), 1º, 2009. Anais [...]. Campina Grande - PB, 2009. p. 1-11. Disponível em: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/34639.

BRITTO, Jomard Muniz de. Bordel Brasilírico Bordel. Recife: Comunicarte, 1992.

COMPAGNON, Antoine. Os cinco paradoxos da modernidade. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

COHN, Sérgio (org.). Encontros: Jomard Muniz de Britto. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2013.

FERREIRA, Stelamaris da Silva & Wellington Furtado Ramos. Emmanuel Marinho: metapoesia e outras metas. Revista de Estudos de Literatura, Cultura e Alteridade - Igarapé, Porto Velho, v. 14, n. 1, 2021. https://doi.org/10.47209/2238-7587.

LINO, Patricia. Imperativa ensaística diabólica: infraleituras da poesia expandida brasileira. Belo Horizonte: Relicário, 2024.

MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro, Cobogó, 2021.

MELO NETO, Moisés Monteiro de. Os Abismos da poeticidade em Jomard Muniz de Britto do Escrevivendo aos Atentados poéticos, 2011. Tese (Doutorado em Letras) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7755.

MORICONI, Italo. Demarcando terrenos, alinhavando notas (para uma história da poesia recente no Brasil). Travessia, Florianópolis, n. 24, p. 17-33, 1992. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/travessia/article/view/17085.

MÜLLER JR., Adalberto. A metalinguagem na poesia brasileira contemporânea. Cerrados, Brasília, n. 5, p. 13-23, 1996. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/cerrados/article/view/782.

NUERNBERGER, Renan. Mistura adúltera de tudo: a poesia brasileira dos anos 1970 até aqui. São Paulo: Círculo de Poemas, 2024.

PAZ, Octavio. O arco e a lira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.

PERLOFF, Marjorie. O gênio não original: poesia por outros meios no novo século. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.

SISCAR, Marcos. O tombeau das vanguardas: a “pluralização das poéticas possíveis” como paradigma crítico contemporâneo. Alea, Rio de Janeiro, v. 16, n. 2, p. 421-443, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-106X2014000200011.

SISCAR, Marcos. Poesia e crise. Campinas: Editora da Unicamp, 2010.

SÜSSEKIND, Flora. Literatura e vida literária: polêmicas, diários & retratos. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.

VILA NOVA, Leonardo. Jomard Muniz de Britto: “ser contemporâneo é atravessar pontes”. Portal Cultura PE, 10 mar. 2015. Disponível em: https://www.cultura.pe.gov.br/canal/secretaria-de-cultura-3/jomard-muniz-de-britto-ser-contemporaneo-e-atravessar-pontes/.

WISNIK, José Miguel. Sem receita – ensaios e canções. São Paulo: Publifolha, 2004.

Published

2026-07-13

How to Cite

Leite, Jonas, and George Menezes. “Who Speaks Loses It: The Critical Metapoetry of Jomard Muniz De Britto”. Terra Roxa E Outras Terras: Revista De Estudos Literários, vol. 46, no. 1, July 2026, pp. 139-54, doi:10.5433/1678-2054.2026vol46n1p139.