"Cadernos negros" nas encruzilhadas literárias: aquilombando saberes em travessias histórico-educativas
DOI:
https://doi.org/10.5433/1678-2054.2026vol46n1p122Palavras-chave:
Literatura afro-brasileira, Cadernos Negros, História e Memória, Práticas educativasResumo
Os Cadernos Negros reinventaram a cena literária brasileira ao inserir, de forma crítica, discussões étnico-raciais nas produções de autores/as negros/as. Este artigo analisa contos e poemas publicados entre 1978 e 1988, buscando compreender como a antologia articula literatura e educação na afirmação da negritude e na construção de perspectivas antirracistas. A partir dos contextos literário, histórico e educacional, o estudo evidencia como as narrativas do coletivo produzem representações de identidades negras, memórias históricas e experiências de enfrentamento ao racismo. Desse modo, argumenta-se que os textos dos Cadernos Negros constituem não apenas um projeto literário, mas também um importante espaço de formação crítica e produção de saberes históricos antidiscriminatórios.
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