Epizootiologia, análises laboratoriais e de virulência durante a fase emergencial do programa de erradicação da peste suína clássica no Brasil em 1978: um relato histórico
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Keywords

Peste suína africana
Epizootiologia
Hemadsorção
Virulência
Brasil.

How to Cite

Lyra, T. M. de P., & Freitas, T. R. P. (2015). Epizootiologia, análises laboratoriais e de virulência durante a fase emergencial do programa de erradicação da peste suína clássica no Brasil em 1978: um relato histórico. Semina: Ciências Agrárias, 36(4), 2577–2592. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2015v36n4p2577

Abstract

Após a ocorrência do primeiro surto de peste suína Africana (PSA) no Brasil, o laboratório oficial de diagnóstico de PSA (LDPSA) foi implantado. O trabalho atual revisa o esforço da equipe de laboratório para estabelecer o diagnóstico de PSA na fase emergencial do programa de erradicação. De Junho a Dezembro de 1978, 3803 amostras de tecido, sangue e soro de suínos foram analisadas. O primeiro isolamento do vírus da peste suína africana (VPSA) realizado pelo LDPSA foi feito em amostras de suínos oriundas da cidade de Teresópolis no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Em todo país, nos primeiros dois meses, de 320 amostras analisadas, 130 (40.62%) foram positivas pelo teste de hemadsorção o que sugere que a infecção com VPSA alcançou suínos em 96 dos 214 municípios analisados no período. A distribuição dos isolamentos do vírus no país mostrou uma possível rota de dispersão viral. Devido à rapidez das ações de eliminação dos focos, o número de amostras positivas caiu de 48,36% em Junho para 33,53% em Julho até nenhuma em Agosto, de 1978. Paralelamente, a detecção de anticorpos aumentou de 17,89% a 52,04% de Junho para Agosto de 1978. Os isolamentos do vírus pela técnica de hemadsorção (HAD) quando comparados com a descrição da doença e o forte declínio na taxa de mortalidade no Estado do Paraná sugeriram a ocorrência de cepas virais de VPSA de baixa a moderada virulência. A implantação do LDPSA foi crucial para o programa que assegurou a erradicação do VPSA em todo país após seis anos do primeiro surto. Os avanços na biologia celular e molecular corroboraram as suposições dos estudos pioneiros sobre a virulência viral e alertam para a importância de se estabelecer e manter medidas de segurança para prevenir a reintrodução do VPSA no país. A informação sobre heterogeneidade na virulência das populações virais nos surtos fornece uma ferramenta fundamental para a adoção de melhores medidas de erradicação.

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2015v36n4p2577
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