Abstract
A fim de analisar a influência da vitamina E sobre a resposta imunológica de aves vacinadas e desafiadas com o Vírus da Bronquite Infecciosa das aves (VBI), e qual dose da vitamina E é melhor para essa resposta, foi realizado um e experimento utilizando 50 aves SPF alojadas com um dia de vida na Embrapa - Suínos e Aves. As aves foram divididas em 10 grupos de cinco aves cada, incluindo grupo controle positivo e negativo, suplementadas com 15, 50 e 200 UI/Kg de vitamina E na ração. No décimo quarto dia de vida as aves foram vacinadas com a vacina comercial para Bronquite Infecciosa (H-120) e após 28 dias, um grupo por tratamento foi desafiado com VBI cepa clássica (M-41). Cinco dias após o desafio as aves foram necropsiadas e os macrófagos abdominais foram coletados para análise da atividade microbicida e dosagem de óxido nítrico (NO). O pulmão foi coletado para contagem de células através de citometria de fluxo e também dosagem de NO. Órgãos de eleição também foram coletados para análise histológica e realização do isolamento viral para analisar a eficiência vacinal. Os resultados foram avaliados pelo teste ANOVA e Student t-test. Um aumento da atividade microbicida dos macrófagos abdominais foi observado nas aves com maior suplementação de vitamina E (200 UI/ Kg) quando comparado com os grupos que não receberam ou receberam quantidades menores (0, 15, 50 UI/Kg), indicando uma melhora na resposta imune inata influenciada pela suplementação de vitamina E na dieta. A suplementação desta vitamina em altas dosagens também aumenta a capacidade dos macrófagos em produzir NO. E, através da citometria, sugere-se que os macrófagos são as principais células recrutadas no tecido pulmonar no combate a BI e esta ação foi potencializada pela adição da vitamina independente de dosagem.

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Copyright (c) 2014 Semina: Ciências Agrárias
