Arte & política: tessituras do urbano
Resumen
Neste artigo, discutimos alguns das interseções entre arte e política, com enfoque especialmente direcionado ao movimento estético denominado arte ativista, cujas linguagens utilizadas na construção de suas proposições dialogam com o espaço urbano. Criamos, então, conexões entre determinados conceitos e teorias acerca da arte ativista, amparados teoricamente em autores como Mesquita (2011), Chaia (2007) e Felshin (1995). Relacionamos a noção de cidade como pensada por Ramos (2009) e Mongin (2009) a algumas ações artísticas desenvolvidas contemporaneamente por coletivos artísticos que atuam em locais públicos, ainda que não se intitulem artistas ativistas. Observamos que a abordagem artística próxima das pessoas e do urbano, as linguagens artísticas utilizadas, com apropriação e desvio simbólico de instrumentos de comunicação, mediam a participação do público nas ações artísticas. O questionamento sobre as representações culturais e a preocupação com as novas e as remanescentes configurações do poder delineiam uma nova atitude artística, bem como uma nova resposta de entendimento e percepção de suas proposições.Palabras clave
Arte, Política, Arte ativista, Coletivos artísticos
Biografía del autor/a
Iulo Almeida Alves
Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Letras: Cultura, Educação e Linguagens da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
Marília Flores Seixas de Oliveira
Doutora em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília. Professora na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
Orlando José Ribeiro de Oliveira
Doutorando em Ciências Sociais (UFBA). Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
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