Erotismo en primera persona: la poética del cuerpo negro en Miriam Alves

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5433/1678-2054.2026vol46n1p170

Palabras clave:

literatura afrobrasileña, erotismo, insubordinación

Resumen

Este artículo analiza cómo la poesía de Miriam Alves desestabiliza las imágenes coloniales que históricamente aprisionaron el cuerpo femenino negro, reinscribiéndolo como sujeto de deseo, erotismo e insubordinación. A partir de poemas publicados en Cadernos Negros, se pone de manifiesto cómo la autora transforma lo erótico en un gesto de ruptura y autorreconocimiento, rechazando el lugar del cuerpo vulnerable y disponible impuesto por el canon nacional. En diálogo con bell hooks (2019), Audre Lorde (1984), Grada Kilomba (2020), Carla Akotirene (2019), Conceição Evaristo (2009), Abdias do Nascimento (2016), Luiz Silva (Cuti) (2011) y Lélia Gonzalez (2020), se sostiene que la escritura de Alves promueve una descolonización interna en la que el cuerpo deja de ser objeto de la narración para convertirse en agente de su propia historia. En estas poéticas, el erotismo se despoja de su carácter ornamental para erigirse como una herramienta política que abre caminos, confronta los silenciamientos, reorganiza las memorias y deshace la «sombra» que intenta controlar la subjetividad negra.

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Biografía del autor/a

Franciane Conceição da Silva, Universidade Federal da Paraíba

Doutora em Letras (2018)  pela PUC Minas.

Professora Adjunta da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Maria Eduarda de Melo Paulino, Universidade Federal da Paraíba

Mestranda em Letras na Universidade Federal da Paraíba.

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Publicado

13-07-2026

Cómo citar

Silva, Franciane Conceição da, y Maria Eduarda de Melo Paulino. «Erotismo En Primera Persona: La poética Del Cuerpo Negro En Miriam Alves». Terra Roxa E Outras Terras: Revista De Estudos Literários, vol. 46, n.º 1, julio de 2026, pp. 170-85, doi:10.5433/1678-2054.2026vol46n1p170.