Afro-surrealismo y la conquista de la interioridad en la poesía de debut de Adão Ventura Y LA CONQUISTA DE LA INTERIORIDAD EN LA POESÍA DE DEBUT DE ADÃO VENTURA
DOI:
https://doi.org/10.5433/1678-2054.2026vol46n1p107Palabras clave:
Literatura negra brasileña, Adão Ventura, Afro-surrealismoResumen
Los modos de interacción entre la política colectiva, el arte poético y la expresión de la interioridad constituyeron una cuestión muy práctica que se planteó a los poetas negros en la modernidad brasileña. En este artículo, pretendemos abordar las relaciones entre el Surrealismo y las dinámicas raciales e identitarias presentes en la obra del poeta de Minas Gerais, Adão Ventura. Ventura es uno de los varios poetas que produjeron obra durante las décadas de 1970 y 1980, y cuya obra está siendo reeditada recientemente en Brasil. Nos centraremos particularmente en su primer libro, Abrir-se um abutre ou mesmo depois de deduzir dele o azul (1970), sin dejar de lado el conjunto de su obra y, especialmente, su libro más conocido, A cor da pele (1980). Partiendo de la premisa de que la poesía negra opera, en Brasil, desde un sesgo transgresor - tanto en relación con el sistema literario como con la concepción canónica del poema en la lógica de la matriz cultural europea/blanca - nuestra propuesta es analizar la primera fase de la obra poética de Ventura, relacionando la búsqueda de la subjetividad (o interioridad) y el potencial lírico ofrecido por la estética del Afro-surrealismo (Miller 2013). La lectura de los poemas nos muestra que, a partir de la profusión de imágenes presentes, se percibe una matriz de violencia y subyugación que marca la experiencia colectiva de los artistas negros.
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