Poesia e infância em “O estudante empírico”, de Cecília Meireles
DOI:
https://doi.org/10.5433/1678-2054.2026vol46n1p92Palavras-chave:
Infância, O estudante empírico, Cecília Meireles, Poesia modernaResumo
Este artigo busca interpretar o livro O estudante empírico (2017), de Cecília Meireles, com foco na significação da infância construída nos poemas “Sob as árvores da infância, altíssimas, passearemos” e “O globo”. Para tanto, considera-se o método hermenêutico presente nos pressupostos críticos e teóricos de Antonio Candido (2006), Norma Goldstein (2002) e Terry Eagleton (2006). Além disso, considera-se o entendimento filosófico de Gaston Bachelard (2009) acerca da infância na poesia. Constata-se que os textos interpretados são escritos em dicção universalista, marcada pelas inovações da poesia moderna. Logo, Cecília Meireles não se filia às correntes experimentalistas da década de 1950; mantém sua individualidade de escrita, influenciada pela tradição e pela modernidade. Nos poemas, a infância é associada às ideias de fruição, autoconhecimento, liberdade, memória e imaginação, aspectos elaborados na estrutura dos versos e em consonância com o livro. Assim, o perfil do estudante empírico é composto pelo signo do conhecimento sobre si, pela apreciação da vida e pelo exercício de ser livre. A infância revela-se uma das ferramentas de aprendizagem do estudante.
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