"Agora não se fala mais": o paradoxo entre a linguagem e o indizível em Torquato Neto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1678-2054.2026vol46n1p41

Palavras-chave:

Torquato Neto, linguagem, indizível, poesia, ditadura

Resumo

Insistentemente relacionada ao ato de nomear, a linguagem parece ter sido tensionada e obliterada pelos regimes de exceção. Diversos escritos produzidos por poetas durante a ditadura civil-militar, ocorrida no Brasil entre 1964 e 1985, revelam uma insuficiência do signo, quando a fala foi interrompida e as palavras, maculadas pela história, foram invadidas pelo vazio e pela ausência de precisão. No caso do poeta Torquato Neto, a metalinguagem foi um recurso mobilizado para denunciar o paradoxo entre a linguagem e o indizível. Neste estudo, são analisadas, em diários, letras de canção e poemas do autor, estratégias discursivas que Torquato mobilizou diante da necessidade de dizer e, ao mesmo tempo, da impossibilidade da escrita, como o emprego de pronomes indeterminados, o campo semântico de uma subjetividade estilhaçada e o silenciamento. O aporte teórico se deu à luz de Paulo Andrade (2000), Viviana Bosi (2021), André Bueno (2005), Michel Collot (2005), Jeanne Marie Gagnebin (2000), entre outros.

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Biografia do Autor

Gabriel Alves Fernandes, Universidade Federal de Goiás

Doutorando/bolsista CAPES  do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Goiás

Marcelo Ferraz de Paula, Faculdade de Letras / Universidade Federal de Goiás

Doutorado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo
Professor de Teoria Literária da Universidade Federal de Goiás (UFG)

Referências

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Publicado

13-07-2026

Como Citar

Fernandes, Gabriel Alves, e Marcelo Ferraz de Paula. “‘Agora não Se Fala mais’: O Paradoxo Entre a Linguagem E O indizível Em Torquato Neto”. Terra Roxa E Outras Terras: Revista De Estudos Literários, vol. 46, nº 1, julho de 2026, p. 41-54, doi:10.5433/1678-2054.2026vol46n1p41.