São Luís naturíssima trindade: representação, espaço e resistência na poesia de Dinacy Corrêa
DOI:
https://doi.org/10.5433/1678-2054.2026vol46n1p23Palavras-chave:
Poesia maranhense, lugar, memória, resistênciaResumo
O artigo analisa o poema “São Luís: Naturíssima Trindade – trioleto poético”, de Dinacy Mendonça Corrêa, publicado na antologia Novos Poetas do Maranhão (1981), investigando como a representação da cidade articula memória, espaço e identidade, inserindo-o no contexto da resistência poética brasileira produzida entre as décadas de 1950 e 1980, período marcado por censura, repressão e criação literária insurgente. Partindo da tradição das escritas de mulheres e de suas práticas de contestação simbólica, o estudo examina como a autora mobiliza corpo, espaço, memória e política para construir uma representação sensorial da capital maranhense. A estrutura tripartida do poema – o in vídeo, in áudio e in sentio – organiza uma cartografia afetiva que reinscreve São Luís como lugar vivo de resistência e pertencimento. O referencial teórico articula contribuições de Bachelard, Tuan, Bergson, Ricoeur, Pesavento, Brandão e outros, permitindo compreender a relação entre poesia, experiência urbana e produção de sentidos. Conclui-se que a escrita de Dinacy Corrêa reatualiza gestos insurgentes de sua geração e transforma a cidade em paisagem de memória, afeto e crítica, reafirmando a força da palavra poética como modo de reinventar o lugar e o sujeito.
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Referências
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