Abstract
As culturas agrícolas apresentam diferentes níveis de dependência por polinizadores e essa expressão variada ocorre inclusive entre cultivares de uma espécie, como no caso das plantas de pepino (Cucumis sativus). O objetivo desse trabalho foi avaliar a atratividade das flores de pepino Japonês de três cultivares e a importância das abelhas Africanizadas (Apis mellifera), as abelhas brasileiras sem ferrão, Jataí (Tetragonisca angustula) e Iraí (Nannotrigona testaceicornis), na produção de frutos . Foram analisados vários parâmetros como a frequência de visitas de abelhas às flores, o tempo de visita utilizado para a coleta de néctar e a taxa de frutificação, considerando-se o peso, o comprimento e diâmetro dos pepinos obtidos. Foram utilizadas três casas de vegetação em Ribeirão Preto, SP, para o cultivo de três cultivares de pepino (Hokushin, Yoshinari e Soudai). Verificou-se que as flores femininas são mais atrativas que as masculinas e que as abelhas Jataí não visitaram as flores. As abelhas Africanizadas e Iraí coletaram apenas néctar, com pico de visitação entre 10h e 12h. Visita às flores femininas tiveram uma maior duração do que as visitas às flores masculinas nas três cultivares. As abelhas Africanizadas tiveram suas colônias diminuídas devido à perda de abelhas enquanto na casa de vegetação; as abelhas nativas não sofreram perdas. Com a retirada das abelhas, a frutificação foi de 78%, porém, quando as abelhas tiveram acesso às flores, a frutificação foi significativamente maior (19,2%). O tamanho e o peso dos frutos não diferiu em relação à presença das abelhas. Isto demonstra que mesmo em cultivares de pepino partenocárpico, que não necessita de polinização para formar frutos, a produção de frutos e significativamente maior pela polinização por abelhas.

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Copyright (c) 2013 Daniel Nicodemo, Euclides Braga Malheiros, David De Jong, Regina Helena Nogueira Couto
