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Entrevista com Marcia Yoshiko Buto: plataforma Speak e a formação docente em foco

Resumo

Marcia Yoshiko Buto é Mestra em Linguística Aplicada e Especialista em Tecnologias, Formação de Professores e Sociedade e em Língua Inglesa. Atuou por 14 anos na Diretoria de Ensino da Região de Suzano - SP, no Núcleo Pedagógico, como Professora Especialista em Currículo (PEC), exercendo função de gestão pedagógica. Nesse contexto, realizou planejamento, acompanhamento e avaliação de políticas e projetos educacionais, entre eles o Centro de Estudo de Línguas (CEL), o Projeto Inglês nos Anos Iniciais “Early Bird”, a Plataforma SPeak, o Programa Prontos Pro Mundo, entre outros.

Palavras-chave

Plataformização da educação, Formação de professores, Ensino de língua inglesa

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Biografia do Autor

Marcia Yoshiko Buto

Mestre em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 

Paula Cristina Bullio

Doutora em Linguística pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2014), possui graduação em Letras (inglês/português) pela Universidade Federal de São Carlos (2003) e mestrado em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2008), atuando principalmente nos seguintes temas: Bilinguismo, Aquisição da linguagem, Educação bilíngue, Ensino/aprendizagem de inglês, Multiletramentos, Letramento Crítico, Educação Linguística e Estágio Supervisionado. Finalizou em 2016 o projeto de pós-doutorado intitulado ''Code-Switching e as marcas de Subjetividade'' no IEL/Unicamp - SP. Foi coordenadora e Docente do curso de Linguagens da Faculdade Sesi de Educação por três anos onde coordenou o Centro de Línguas e o grupo de estudos ''Formação de Professores de Língua Estrangeira''. Foi também docente da pós-graduação em Ensino Aprendizagem e Ensino bilíngue da Faculdade Cultura Inglesa. Atualmente é Coordenadora Técnica Educacional da Rede Sesi-SP, responsável pela implementação do Centro de Línguas e iniciou o projeto de pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP) intitulado ''Educação Linguística, Globalização e Decoloialidade: Contribuições para uma crítica aos modelos hegemônicos de ensino de inglês como língua adicional'' sob supervisão da Profa. Dra. Walkyria Monte Mór. 

Thaís Malagoli Braga

Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, sob orientação da professora doutora Ana Paula Martinez Duboc. Graduada em Letras, com bacharelado e licenciatura em português e inglês pela Universidade de São Paulo. Teve experiência na área de Linguística, com ênfase em aquisição de primeira língua no projeto de iniciação científica Intitulado "Perguntas Mediais na Aquisição de Linguagem: Gramática ou Processamento?", elaborado em conjunto com a professora e doutora Elaine Grolla (FFLCH/ USP). Professora de inglês desde 2013, atualmente lecionando nas instituições Cultura Inglesa Jundiaí para idades de 14 a 60 anos e na Educação Infantil na Prefeitura de Jundiaí, além de lecionar língua inglesa de forma particular e em escritórios. Certificada pela Cambridge com o certificado de proficiência grade A - CPE e, também pela Cambridge, com o CELTA - Certificate in Teaching English to Speakers of Other Languages. Em 2022, foi bolsista do projeto interunidades da USP Educação para as mídias em escolas públicas: jornalismo, cultura, vídeo, ensino e aprendizagem coordenado pelas professoras Mônica de Fátima Rodrigues Nunes Vieira (ECA) e Vera Lucia Marinelli (FEUSP). Coordenou o blog e produziu artigos em conjunto com a equipe de bolsistas do projeto - https://focanasmidias.com.br/blog/. Em 2023, foi bolsista do Projeto de Políticas Linguísticas da USP, elaborando curso de inglês para leitura acadêmica à distância para toda a comunidade USP. Formadora de professores de forma autônoma e como free lancer pela empresa de consultoria educacional Troika.

 

Gabrielle Gilio

Mestranda em Educação pela Faculdade de Educação da USP (FE-USP), na área de concentração Educação, Linguagem e Psicologia, onde desenvolve pesquisa sobre a plataformização da educação e seus impactos no ensino de língua inglesa nas escolas públicas da rede estadual de São Paulo. Bacharela e licenciada em Letras Português/Inglês pela FFLCH-USP e graduanda em Pedagogia pela FE-USP. Realizou intercâmbio acadêmico na Hebrew University of Jerusalem (Israel), com apoio da Agência USP de Cooperação Nacional e Internacional, cursando disciplinas nas áreas de Aquisição de Linguagem, Psicologia Evolucionária, Literatura, Filosofia, História da Religião e Estudos Socioculturais. Atuou como professora de Língua Inglesa no Ensino Fundamental I e II da rede SESI-SP e, atualmente, é docente do curso de Licenciatura em Linguagens e Códigos da Faculdade SESI de Educação, com foco em unidades curriculares voltadas ao ensino da língua inglesa e à formação de professores de inglês. Participou da equipe de elaboração do material didático de Língua Inglesa da rede SESI-SP, para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental. Tem experiência na área de ensino de língua inglesa, com ênfase em abordagens significativas, críticas, afetivas e humanizadas, articulando práticas pedagógicas às discussões contemporâneas sobre educação, linguagem e tecnologias.


Referências

  1. AZZARI, Eliane Fernandes. Educação e IA generativa: perspectivas e desafios. In: LOPES, Andreza et al. (org.). Inteligência artificial na educação básica: conceitos, prática e ética. Campinas: Editora Splendet, 2024.
  2. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 28 mar. 2026.
  3. DUBOC, Ana Paula Martinez; GILIO, Gabrielle. Pode o subalterno SPeak? Notas decoloniais sobre a plataformização das aulas de inglês da rede estadual paulista. Ilha do Desterro, vol. 78, n. 1, p. 1-23, nov. 2025. DOI: 10.5007/2175-8026.2025.e106951. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-8026.2025.e106951
  4. FERRAZ, D. Educação de língua inglesa e novos letramentos: espaços de mudanças por meio dos ensinos técnicos e tecnológicos. 2012. Tese (Doutorado em Letras) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
  5. GEPUD - GRUPO ESCOLA PÚBLICA E DEMOCRACIA. Nota técnica: plataformização e controle do trabalho escolar na rede estadual paulista. São Paulo: GEPUD, jul. 2025. Disponível em: https://www.gepud.com.br/pdf/NT_Plataformas.pdf. Acesso em: 28 mar. 2026.
  6. GEPUD - GRUPO ESCOLA PÚBLICA E DEMOCRACIA. Plataformização da Educação de São Paulo: morte da escola pública? Editorial. São Paulo: GEPUD, mar. 2024. Disponível em: https://www.gepud.com.br/manifestacoes.html2025. Acesso em: 28 mar. 2026.
  7. RIBEIRO, Ana Elisa. Multimodalidade, textos e tecnologias: provocações para a sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2021.
  8. SÃO PAULO. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Decreto nº 64.982, de 15 de maio de 2020. Dispõe sobre a instituição do Programa Centro de Mídias da Educação de São Paulo. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 2020a. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2020/decreto-64982-15.05.2020.html. Acesso em: 28 mar. 2026.
  9. SÃO PAULO. Secretaria de Educação. Currículo Paulista: Etapa Ensino Médio. São Paulo: SEDUC, 2020b. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/. Acesso em: 28 mar. 2026.

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