Táticas moventes para sobreviver a um ensino de plataformização
Resumo
Este artigo traz uma reflexão crítica acerca do crescente avanço do ensino de plataformização nas escolas públicas do estado do Paraná, notadamente a partir do ano de 2020. Ele propõe um pensamento/movimento como alternativa de subversão às lógicas de padronização impostas por esse sistema de plataformas, lançando um olhar, desde o campo das Artes/Dança, às corporeidades. Por meio de revisão bibliográfica e pesquisa de dados sobre o tema, um breve panorama do contexto da plataformização em escolas públicas no estado do Paraná é traçado para, então, se apresentar uma abordagem da Pedagogia crítico‑performativa de Elyse Lamm Pineau e das possibilidades de uma abordagem da Dança na escola a partir dos estudos de Márcia Strazzacappa. A proposta investe na atenção ao movimento com o objetivo de levantar estratégias para um aprendizado que não ignora as potencialidades do corpo, ao contrário, o reconhece como protagonista das relações de ensino-aprendizagem no ambiente escolar.
Palavras-chave
Corpo, Ensino-aprendizagem, Plataformas educacionais
Biografia do Autor
Gabriela Dalberto
Artista-pesquisadora do encontro das áreas de Arte/Dança e Educação. Graduada em Licenciatura em Dança (2020), pela Universidade Estadual do Paraná- Campus Curitiba II. Com formação técnica no curso de Produção de Áudio e Vídeo do Colégio Estadual do Paraná (2019). Atuou como bolsista PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (2021 e 2022) e também como estagiária (2022 e 2023), no Grupo de Dança Contemporânea do Colégio Estadual do Paraná - Dancep. Aperfeiçoou seus estudos em videodança nos cursos LAB VÍDEOD (2021), COREOEDIÇÃO- CENA CUMPLICIDADES (2021), DANÇA PARA TELA (2021) e participou do curso DESENHANÇA- dança, desenho e movimento (2022). Atuou no projeto de extensão e pesquisa "DIÁLOGOS QUALIFICADOS" (2022 e 2023), e foi monitora PIBIS do projeto de extensão “CPP_IMPLICAÇÕES: Corpo, Performance e o Político em Implicação (2023/2024) pela Universidade Estadual do Paraná- Campus Curitiba II. Os interesses artísticos-acadêmicos se voltam para o entendimento de uma mediação expandida entre Arte, Dança, Educação e Performance.
Milene Lopes Duenha
Artista e professora com atuação nas intersecções entre dança e artes visuais. Doutora e mestre em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Licenciada em Artes Visuais pela Faculdade Claretiano, bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina (Uel) e pós-graduada em Artes Visuais / Arte-educação na mesma instituição. Compõe o corpo docente do curso de Licenciatura em Dança da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), trabalha como chefe da Divisão de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UNESPAR, como vice-cordenadora do Centro de Educação em Direitos Humanos do campus Curitiba II. É coordenadora do projeto de pesquisa: Corpos Coimplicados: práticas de criação e de ensino-aprendizagem em Dança e Performance em consideração às dinâmicas da coletividade, e do projeto de extensão: Corpo, Performance e o Político em Implicação (CPP_Implicações). É pesquisadora associada ao AND_Lab Arte-Pensamento e Políticas da Convivência Pt e integrante dos coletivos Mapas e Hipertextos e Acocoré. As pesquisas artístico-acadêmicas se voltam às dinâmicas do convívio coletivo e aos atravessamentos entre ética, estética e a dimensão do político. Discute presença, com-posição e coimplicação ao investigar as potencialidades dos corpos na mobilização de uma dança microscopicopolítica no contexto do Antropoceno/Capitaloceno.
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