O Programa Educação para o Futuro no Paraná e suas implicações para o Ensino Médio
Resumo
A proposta deste artigo é discutir as implicações do Programa Educação para o Futuro do Paraná no contexto da plataformização da educação, ocorrida de modo acelerado no estado, especialmente na etapa do Ensino Médio. Tendo isso em vista, apresentam-se problematizações sobre o objeto com base em análise do Decreto 11568, de 30 de junho de 2022, que instituiu o referido programa. O decreto traz como justificativa a melhoria da qualidade da educação e a garantia de que mais estudantes concluam essa etapa da educação básica, o que, a partir do discurso adotado pelo Governo do Paraná, poderia ser alcançado através dos usos de tecnologias educacionais digitais. No entanto, este artigo problematiza algumas implicações geradas por essa interferência no processo educacional, tanto no que diz respeito à interação entre estudantes e professores, quanto à abordagem do currículo. Percebe-se que o fenômeno da plataformização da educação no Paraná tem sido explicitamente impulsionado por seus governantes, tendo em vista os grandes investimentos financeiros e a implantação de uma política pública construída para suportar e orientar a incorporação de determinados recursos tecnológicos às aulas de professores do Ensino Médio. Nesse sentido, uma análise crítica do Programa Educação para o Futuro do Paraná contribui para uma melhor compreensão desse cenário atual.
Palavras-chave
Pataformização da educação, Educação pública paranaense, Tecnologias educacionais digitais, Programa Educação para o Futuro do Paraná
Biografia do Autor
Danielle Scheffelmeier Mei
Doutoranda em Tecnologia e Sociedade pela UTFPR. Mestra em Comunicação (2013) e em Educação (2020) pela Universidade Federal do Paraná. Especialista em Relações Internacionais, graduada em Jornalismo (2010), Pedagogia (2019) e Letras Português/Inglês (2022). Tem experiência profissional como jornalista, com produção de conteúdos para veículos impressos e internet; e na área de educação, como docente das disciplinas de Relações Humanas/ Comunicação e de Comunicação Empresarial e Língua Inglesa para nível técnico/aprendizagem. Atualmente é professora da educação básica.
Claudia Nociolini Rebechi
Doutora e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Realizou estágio de pesquisa doutoral (doutorado sanduíche) no Centre des Recherhes Sociologiques et Politiques de Paris (CRESPPA-CNRS), na França, de julho de 2012 a agosto de 2013. Graduada em Comunicação Social pela Unesp e especialista pelo Curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Gestcorp), do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicações e Artes da USP. Professora do Departamento Acadêmico de Linguagem e Comunicação (DALIC) e do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade (PPGTE) na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Trabalho, Tecnologia e Capitalismo Digital (UTFPR/CNPq), do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Relações de Gênero e Tecnologia - GETEC (UTFPR/CNPq) e do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da ECA-USP/CNPq. Editora da Revista Cadernos de Gênero e Tecnologia da UTFPR. Apresenta experiência na área de Comunicação, focalizando especialmente nos seguintes temas: comunicação, trabalho e tecnologia; discursos, narrativas, prescrições e práticas comunicacionais inerentes às lógicas de gestão e organização do trabalho no capitalismo contemporâneo e gestão da comunicação em contextos organizacionais.
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