O uso da reformulação retórica e da hesitação na conquista da audiência em Reality shows

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1519-5392.2012v12n1p149

Palavras-chave:

Reformulação Retórica, Hesitação, Preservação da Face, Inglês Falado

Resumo

Este trabalho discute o papel exercido pela reformulação retórica e pela hesitação nos diálogos empreendidos em reality shows. Para tanto, verifica como esses recursos são utilizados na construção da imagem positiva com vistas a conquistar a audiência. O corpus deste trabalho é constituído pela gravação do episódio denominado “Reunited”, da segunda temporada do reality show “Ru Paul’s Drag Race”, veiculado no canal a cabo VHI, às quintas-feiras, no horário das 21h. Cumpre ressaltar que o corpus pode ser classificado como conversação espontânea, visto que apresenta características básicas do texto falado, tais como: menor grau de planejamento verbal, envolvimento dos interlocutores entre si e com o assunto e a existência de um espaço compartilhado entre os interactantes. Assim, as descrições da materialidade linguística e as interpretações qualitativas alicerçadas em conceitos da Análise da Conversação foram consideradas. Finalmente, os resultados obtidos com a análise da reformulação retórica são apresentados, em especial da repetição e da hesitação, enfatizando, sobretudo, o uso intencional desses recursos pelo locutor com o desejo de construir uma imagem positiva e aumentar sua popularidade entre os telespectadores do programa.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

André Luiz dos Santos, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Mestrando em Letras da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas.

Vanessa Hagemeyer Burgo, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Doutora em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina. Professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas, ministrando aulas na Graduação e no Mestrado.

Letícia Jovelina Storto, Universidade Estadual de Londrina

Doutoranda em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina.

Eduardo Francisco Ferreira, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutorando em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Referências

BROWN, Penelope; Levinson, Stephen C. Politeness: some universals in language use. Cambridge, Cambridge University Press, 1978.

BROWN, Gillian; YULE, George. Discourse analysis. Cambridge: Cambridge University Press. 1983.

CASTILHO, Ataliba T. Problemas de descrição da língua falada. Revista D.E.L.T.A, v.10, n.1, p.47-71, 1994.

CASTILHO, Ataliba T. A língua falada no ensino de português. 5.ed. Contexto, 2003.

ANDRADE, Maria Lúcia da Cunha Victório de Oliveira; AQUINO, Zilda Gaspar Oliveira de. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. São Paulo: Cortez, 1999.

GALEMBECK, Paulo de Tarso. O turno conversacional. In: PRETI, Dino (Org.). Análise de textos orais. 6.ed. São Paulo: Humanitas/ Publicações FFLCH/USP, 2003, p.55-79.

GALEMBECK, Paulo de Tarso. Metodologia de pesquisa em português falado. In: RODRIGUES, Ângela Cecília de Souza et al. (Orgs.). I Seminário de Filologia e Língua Portuguesa. São Paulo: Humanitas/ FFLCH/ USP, 1999, p.109-119.

GALEMBECK, Paulo de Tarso; CARVALHO, Kelly Alessandra. Os Marcadores Conversacionais na Fala Culta de São Paulo (Projeto NURC/SP). Revista Intercâmbio, São Paulo, v.6, p.830-850, 1997

GOFFMAN, Erving. Les rites d’interaction. Paris: Les Éditions de Minuit, 1974.

HILGERT, José. G. Procedimentos de reformulação: a paráfrase. In: PRETI, Dino (Org.). Análise de textos orais. 6.ed. São Paulo: Humanitas/ FFLCH/USP, 2003. p.103-127.

KOCH, Ingedore G. Vilhaça. O texto e a construção dos sentidos. 9.ed. São Paulo: Contexto, 2007.

MARCUSCHI, Luiz. A. Marcadores conversacionais do português brasileiro: formas, posições e funções: In: Castilho, Ataliba T. de (Org.). Português Falado no Brasil. Campinas/SP, 1989.

MARCUSCHI, Luiz. A. Repetição. In: KOCH, Ingedore Villaça; JUBRAN, Clélia Cândida Abreu Spinardi (Orgs.). Gramática do português culto falado no Brasil. Campinas/SP: Ed. Unicamp, 2006, (Construção do texto falado, v. 1).

MARCUSCHI, Luiz. A. Análise da conversação. 5.ed. São Paulo: Ática, 2003.

OLIVEIRA, Jair A. Polidez a virtude do simulacro. IUniletras, Ponta Grossa, n. 21, n. 21, dez, 1999.

PRETI, Dino (Org.). Análise de textos orais. 6.ed. São Paulo: Humanitas/ FFLCH/USP, 2003.

RAMOS, Jânia. Hipóteses para uma taxonomia das repetições de estilo falado. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte: s.c.p.,1984.

RISSO, Mercedes. S. A dimensão interacional na construção do texto falado: os marcadores. In: Letras & Letras, Uberlândia , v. 11, n. 1, p.215-225, jan./jun. 1995.

RODRIGUES, Ângela C. S. Língua Falada e escrita. In: PRETI, Dino (Org.). Análise de textos orais. 6.ed. São Paulo: Humanitas/ FFLCH/USP, 2003, p.15- 37.

SILVA, Luiz, A. Polidez na interação professor/aluno. In: PRETI, Dino (Org.). Estudos de Língua Falada: variações e confrontos. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1998.

Downloads

Publicado

01-11-2012

Como Citar

SANTOS, A. L. dos; BURGO, V. H.; STORTO, L. J.; FERREIRA, E. F. O uso da reformulação retórica e da hesitação na conquista da audiência em Reality shows. Entretextos, Londrina, v. 12, n. 1, p. 149–163, 2012. DOI: 10.5433/1519-5392.2012v12n1p149. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/entretextos/article/view/13616. Acesso em: 22 fev. 2024.

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)