v. 19 (2025): Dossiê Filosofia da Imagem
Artigos do dossiê

Imagem, teofania e panenteísmo como manifestação e símbolo na origem do gótico

Marcus Vinicius Carnivali de Araujo
Universidade Federal de Ouro Preto
Biografia

Publicado 2025-12-12

Palavras-chave

  • Gótico,
  • Panteísmo,
  • Dionísio,
  • Erígena,
  • Teofania

Como Citar

Araujo, M. V. C. de. (2025). Imagem, teofania e panenteísmo como manifestação e símbolo na origem do gótico. Domínios Da Imagem, 19, 1–19. https://doi.org/10.5433/2237-9126.2025.v19.52680

Resumo

O tema do imagético se insere no debate filosófico-teológico medieval como uma questão inerentemente polêmica. Afinal, a querela sobre as imagens atravessa, inevitavelmente, questões sobre o corpóreo e o material, despertando indagações complexas como: qual é o grau de separação entre o divino e o mundo? São opostos ou uma mesma realidade? Como pensar nesse processo formas de ilustrar e simbolizar esse Princípio? Seriam as imagens ferramentas de apoio ou desvios perniciosos do corpo? À luz dessas questões, o presente artigo busca ilustrar como o imagético pode ser aplicado como ferramenta de reflexão intelectual a partir da quebra do dualismo entre sensível e intelectivo, tomando o mundo não como fonte de desvio, mas como manifestação do Princípio. Para pensar essa relação apresentaremos o estudo de caso da basílica de St. Denis, considerada como o berço da arquitetura gótica. A partir das obras de Dionísio Areopagita (lidas a partir da interpretação de João Escoto Erígena) Suger, o abade de St. Denis, encontrará uma teoria filosófica que lhe permite articular o imagético como ferramenta de elevação ao mesmo tempo em que se resguarda do risco da heresia do panteísmo ao associar a natureza divina com a beleza terrena. Com isso  pretendemos mostrar como a articulação do imagético pode ser posta em uma obra a partir da operação do simbólico como ato de teofania e as resistências filosófico-teológicas que tal movimento encontra.

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Referências

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