As reformas educacionais e as condições de trabalho docente: emoções vivenciadas por uma professora de língua inglesa em serviço
DOI:
https://doi.org/10.5433/2237-4876.2014v17n2p120Palavras-chave:
reformas educacionais, emoções de professores, Língua Inglesa.Resumo
Neste artigo analisamos a relação entre reformas educacionais, trabalho e emoções de professores. O estudo foi realizado com uma professora de Língua Inglesa de uma escola pública de Minas Gerais. Os objetivos foram verificar o papel que os fatores contextuais desempenham na produção das emoções, detectar as emoções que permeiam sua prática com alunos, colegas de trabalho e gestores escolares. Como pressupostos teóricos, pautamo-nos nos estudos sobre reformas educacionais e o trabalho docente (AUGUSTO, 2005; HYPOLITO; VIEIRA; PIZZI, 2009; DUARTE; AUGUSTO, [s.d.]) e sobre a relação entre emoções e ensino e aprendizagem de línguas (HARGREAVES, 2000; ZEMBYLAS, 2002, 2003; ARAGÃO, 2008; DAY; QING, 2009; SHUTZ; ZEMBYLAS, 2009; COWIE, 2011; RIBEIRO, 2012). Como instrumentos de coleta de dados, empregamos um questionário semiaberto e uma entrevista narrativa. Os resultados sugeriram que as precárias condições de trabalho, com salas de aula cheias, estrutura física e tecnológica deficitária, currículo rígido, indisciplina dos alunos, assim como a atmosfera pessimista da instituição são fatores que lhe causa frustração, estresse e desmotivação. Os resultados indicam a necessidade de elaboração de formas alternativas de organização e interação no trabalho escolar e da participação de profissionais da educação na criação e implementação de reformas educacionais.Downloads
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